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Cuiabá MT, Quinta-feira, 18 de Junho de 2026

ARTIGO
Sábado, 24 de Março de 2012, 14h:29

PAULO PANOSSIAN

Dilma paga o preço da imaturidade

Dirigir um País como o nosso em que o pior exemplo vem sempre de cima, ou seja, das nossas autoridades, é muito difícil. Mas, pior ainda quando se elege uma presidente, que trás no seu currículo sete anos como ministra de primeira linha de um governo que sucede, que mandava às favas os bons costumes, e que protagonizou o maior incremento nos índices de corrupção que se tem notícia na história deste País. Nestas condições a Dilma também foi avalista desta triste realidade, como também da incapacidade administrativa que tomou conta da gestão Lula, porque foi ministra da Casa Civil, e mãe do bicho-preguiça do PAC... Engolindo sapos por de ter de conviver com um ministério formado pelo seu antecessor, no primeiro ano de governo mal teve tempo para cuidar das inúmeras denúncias de corrupção que ceifaram sete de seus ministros. Fragilizada porque seu temperamento não é o que se sugere para um verdadeiro líder, ou seja, Dilma é destemperada, teimosa, sem feeling diplomático, também derrapa nas suas ações por não conhecer no varejo o funcionamento do Congresso! Mas, repetindo, se por sete anos foi a principal ministra de Lula, já deveria ter amealhado o mínimo de traquejo para enfrentar a ganância irracional por cargos, e importância na liberação das emendas parlamentares. Esta dificuldade da presidente de aprender a complexidade do poder esta custando caro ao País. Por outro lado, desgastada por um PIB pífio de 2,7% no seu primeiro ano de governo, que todo mundo previa, mas, o Palácio de Planalto fazia ouvido de mercador, agora a Dilma colhe o resultado de sua imaturidade política! Uma rebelião toma conta dos seus aliados, como o PMDB, PR, e até muita insatisfação no PT. Com isso, enfrenta ameaça e derrotas na Casa! E votações importantes são postergadas com receio de novas humilhações! A economia patina, criação de empregos diminui, seu Ministro da Fazenda, o Mantega, atabalhoado não transmite credibilidade. E até o BC, pela ânsia do governo tentar dar uma resposta célere ao mercado sobre a queda da Selic, está com sua imagem arranhada pela falta de liderança, e atropelos deste governo petista. Já próximo de completar 15 meses no Planalto, a presidente ao substituir seus lideres na Câmara e no Senado, trocar ministros sem aprovação da base, e não atender reivindicações dos partidos, mais ainda embaralha o jogo das frustrações. E em ano eleitoral que envolve interesses políticos em 5.565 municípios, banhado com esse clima ruim, e é bom que se diga, sem nenhuma participação da nossa raquítica oposição, certamente nada mais de importante para o País será produzido neste ano de 2012, por este melancólico governo. E se desde 2007, quando confirmado o Brasil como sede, nem os penduricalhos da Capa de 2014 estão resolvidos, o que tem exigido da Dilma uma participação exagerada em questões que qualquer outro administrador competente não levaria para o seu chefe, imagine o resto das nossas prioridades como estão... E nestes termos, e nos quase 10 anos de poder central do PT, não poderia ser diferente a angustia porque passamos com o sucateamento das nossas indústrias, educação que não avança, a saúde um caos, e a infraestrutura, que é sempre bom repetir, em frangalhos, impedindo o desenvolvimento sustentado de nossa economia, o que automaticamente vai gerar retrocesso social... * PAULO PANOSSIAN é jornalista [email protected]

Edição EDIÇÃO 16964




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