A vilipendiação de valores éticos e morais em nosso país vem se tornando uma constante. Agora, quando esta prática transcende aos limites possíveis e imagináveis; como a exposição de buracos e crateras em vias públicas que chega a assustar, principalmente pelo fato de que, num passado não muito distante, a Prefeitura Municipal de Cuiabá, fez o maior alarde e propaganda com relação à operação tapa-buraco e recapeamento, realizado em 23 de janeiro de 2012 e, que a mesma seria eficiente. Infelizmente, mais uma vez usaram de esperteza, e fizeram uso de lama asfáltica, no estilo casca de ovo. Ninguém de sã consciência pode desprezar os fenômenos naturais, e um deles acontece todos os anos, a chuva ou precipitação, que tem um papel singular na manutenção do equilíbrio na terra. É sabido também que dependendo da intensidade das mesmas, poderão acontecer verdadeiras catástrofes, este fato, tem maior probabilidade de ocorrer em locais próximos a rios, lagos, etc. Agora, a exposição de buracos e crateras em plena via pública é algo que chega a assustar, e mais do que isso, em determinados locais em função das chuvas, dá pra perceber a qualidade do trabalho ali realizado, em todos os pontos da cidade. Não me refiro apenas e tão somente à periferia, falo da cidade como um todo. É lamentável o descaso com que o poder público trata seus munícipes; mal iniciaram as chuvas e as nossas ruas já estão em petição de miséria e, isto acontece de forma generalizada. Hoje, quando eu passava pela Rua Joaquim Murtinho, cruzamento com a Avenida Dom Bosco, pude perceber que o trabalho de recapeamento e tapa-buraco das ruas e avenidas da capital, foi de última. Em função das chuvas, nesse cruzamento parecia mais ter ocorrido um tsunami, colocando a vista o calçamento anterior feito de paralelepípedo, que misteriosamente resistiu ao intemperismo. Agora, imaginem vocês como estão os bairros periféricos, na verdade vou tornar-me mais uma vez redundante em minhas colocações, mas não posso me furtar em fazer esse comentário, pois estaria atuando contra a população ordeira e trabalhadora, que paga rigorosamente seus impostos e quer vê-los transformados em ações efetivas. Na continuidade do meu trajeto, passando pelo bairro Morada do Ouro em direção ao CPA II, no elo entre os mesmos, deparei-me com uma quantidade ainda maior de buracos, que mais parecia um queijo suíço; os mesmos parecem brigar entre si para provar quem é o mais imponente e mais profundo. Esta situação, além de lamentável e vexatória, coloca em xeque, gasto de dinheiro público, com a palavra, Tribunais de Contas Municipais, Tribunais de Contas Estaduais ou Ministério Público. Pare o mundo quero descer LICIO ANTONIO MALHEIROS - Geógrafo e Pós-Graduado em Didática do Ensino Superior
[email protected]