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ARTIGO
Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2010, 10h:21

JOANICE DE DEUS

Carnaval e prevenção

Está chegando a hora do Carnaval. Quem gosta da folia quer curtir cada segundo da festa: pular, beber, beijar e ficar. Mais alegres e descontraídas, as pessoas ficam mais propensas a novos relacionamentos e mais dispostas ao sexo casual. A grande preocupação é que muitos foliões acabam cedendo ao impulso e não usam preservativo. Não se cuidam e não pensam na prevenção, o que aumenta o risco de transmissão de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e da Aids. No Brasil, dados recentes do Ministério da Saúde (MS) sobre a Aids mostram que na população em geral, a maior parte dos casos está entre os homens e, entre eles, a principal forma de transmissão é a heterossexual. Porém, entre os jovens a realidade é outra. Na faixa etária de 13 a 19 anos, a maioria dos registros da doença está entre as garotas. Já para os homens dos 13 aos 24 anos, a principal forma de transmissão é a homossexual. Em Mato Grosso, de 1998 a 2009 foram registrados 189 casos de Aids em Mato Grosso. Desse total, 53 casos eram do sexo masculino (28.04%) e 136 eram mulheres (71.90%), segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES). Hoje, os jovens, especialmente as garotas, estão sexualmente ativos cada vez mais cedo e, por não usarem preservativos nas relações, se tornam mais vulneráveis à infecção pelo HIV. Contraditoriamente, uma das ações defendidas pelas autoridades de saúde pública para prevenção às DSTs/Aids ainda é tabu entre muitas famílias. Trata-se do projeto de distribuição de camisinhas nas escolas. Em Mato Grosso, assim como em outros Estados brasileiros, a proposta ainda não foi consolidada. De qualquer forma, independente da idade, sexo seguro é a palavra de ordem no Carnaval. E não é novidade para ninguém que a camisinha, masculina ou feminina, é a melhor maneira de se manter livre das doenças sexualmente transmissíveis, da Aids, além de ser método contraceptivo. Agora, quem se arriscou e não se preveniu poderá recorrer ao teste anti-HIV, que em apenas 15 minutos a pessoa fica sabendo se tem o vírus ou não. Para saber onde o exame é feito é só procurar as secretarias municipais de saúde. JOANICE DE DEUS é repórter

Edição EDIÇÃO 16961




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