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ARTIGO
Quarta-feira, 21 de Setembro de 2011, 07h:33

ALECY ALVES

Bolsa Família

A partir desta semana, esse programa tem um novo nome, “Bolsa Grande Família”, por causa do anúncio da presidente Dilma Roussef, que aumentou de três para cinco o número de filhos beneficiados com a transferência de renda. Em breve, além de filhos, gestantes e mãe que estiver amamentando entram na lista dos contemplados. Conforme a fala da presidente, elas podem se cadastrar para receber um “estímulo” pela gravidez e, em seguida, pela amamentação. Não que eu seja contra ajudar a melhorar as condições de vida das famílias de baixa renda. Longe disso. O problema é como esse programa é desenvolvido, ou seja, a falta de controle sobre os gastos e, pior de tudo, por quanto tempo o benefício é pago. Criado há 8 anos, o Bolsa Família se transformou em única fonte de renda para milhares de famílias brasileiras nas periferias da cidade. Não foram poucas vezes em que a imprensa mostrou famílias de alto poder aquisitivo recebendo o Bolsa Família. Gente com empresa, emprego público, carro na garagem e até ocupantes de cargos políticos eletivos. Além do controle da freqüência escolar e do cartão de vacina das crianças, uma obrigação que nem sempre o poder público consegue fazer, não vejo nada sendo feito para resgatar a família da condição de dependência. O propósito do programa era pagar o benefício por um período, tempo suficiente para o chefe e outros membros do núcleo familiar fossem capacitados e inseridos no mercado de trabalho, passando a viver da renda do próprio suor. O governo Federal se orgulha de apresentar o Bolsa Família como o maior programa de transferência de renda do mundo, com mais de 50 mil cidadãos atendidos. Legal. Entretanto, como tudo na vida, essa informação também tem dois lados, um bom e um ruim. Bom porque algo está sendo feito para atender quem vivem em situação de miséria, sem emprego e renda. Ruim porque no Brasil, o grande produtor de grãos e bovinos, um país de belezas incomparáveis, milhões de pessoas passam fome ou precisam agradecer pelos trocados que recebem do Governo. ALECY ALVES é repórter [email protected]

Edição EDIÇÃO 16964




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