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Cuiabá MT, Segunda-feira, 15 de Junho de 2026

ARTIGO
Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2007, 18h:51

SILVIO FURTADO DE M. FILHO

Basta de violência no trânsito!

Tive a grata satisfação de participar de uma caminhada pela paz no trânsito. O evento faz parte do Movimento Paz no Trânsito – A vida em suas mãos, promovido pela Prefeitura de Cuiabá através da SMTU. Participei como cidadão comum, como pedestre, como motorista e não como servidor municipal que sou. A caminhada chamou a atenção pela quantidade de participantes, aproximadamente 2 mil pessoas acordaram cedo e foram para o centro da cidade fazer seu papel de cidadão consciente. Muitas crianças, entidades, servidores públicos, políticos a sociedade em geral estiveram presentes e curtiram muito a caminhada acompanhados pelos atores que interpretam os “Sombras”. Todos deram um grito de basta à violência no trânsito. A Avenida Getúlio Vargas, a São Sebastião, a Isaac Póvoas, a Generoso Ponce e a famosa “Prainha” foram testemunhas desse movimento, do protesto pela vida, pela paz no trânsito e pelo endurecimento e cumprimento das leis. Sim, podemos concluir que foi um ato de repúdio à violência e impunidade. A violência no trânsito é causada pela desobediência à legislação. Logo, se isso for verdadeiro, para combater a violência no trânsito, basta que o motorista mude de atitude, ou seja, respeite as leis de trânsito: não avance com o sinal fechado, não pare em local proibido, observe a velocidade adequada, não fale ao celular ao dirigir, não beba se for dirigir, etc. Como faremos para mudar esse quadro? Como mudar o comportamento do condutor? Em primeiro lugar conscientização. Mas isso é difícil de se conseguir sem campanhas massificadas de educação aliadas á intensa fiscalização. Para isso seria necessária a implantação imediata de fiscalização eletrônica, com radares, semáforos com câmeras, lombadas eletrônicas e radares móveis, para fortalecer a atuação dos fiscais de trânsito da prefeitura. A educação, a fiscalização e também a engenharia somariam no combate á imprudência e irresponsabilidade dos motoristas infratores. Mas será que o poder público sozinho resolve o problema? Pouco provável, sabemos que não basta melhorar a malha viária, fazer campanhas educativas, multar e fazer as sinalizações verticais e horizontais. O mais importante é a conscientização do ser humano, o respeito pelos seus pares, pelas sinalizações, os limites de velocidades e às leis de trânsito. O lado intrínseco, anímico, a essência e o psicológico de cada ser humano não há como ser controlado pelo Estado. Por isso participei da marcha pela paz no trânsito, como cidadão preocupado com a violência cada vez maior em nossas ruas e avenidas. Faço minha parte e convoco todos a tomar uma atitude, respeite o próximo, respeite as leis de trânsito e você estará contribuindo para a paz tão sonhada. Participe! * SILVIO FURTADO DE MENDONÇA FILHO é funcionário público municipal, bacharel em Ciências Econômicas e pós-graduado em gestão pública [email protected]

Edição EDIÇÃO 16962




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