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Cuiabá MT, Quinta-feira, 18 de Junho de 2026

ARTIGO
Sábado, 22 de Setembro de 2012, 14h:41

MÁRIO MARQUES DE ALMEIDA

Ansiedade porejante

Enquanto as pessoas comuns, em sua grande maioria, tocam a vida mais preocupadas com os seus afazeres e demonstrando pouca empolgação com o que se passa no âmbito da campanha eleitoral em curso, já no meio político, além da “guerra” de troca de acusações e as estratégias que se montam para ver quem suja mais a imagem do adversário (ou adversários), a grande expectativa fica mesmo por conta da próxima pesquisa eleitoral. Nesse aspecto, inclusive, quem acompanha os bastidores das campanhas eleitorais não precisa ter nenhuma sintonia fina ou sensibilidade aguçada para perceber a ansiedade porejante dos que estão direta ou indiretamente envolvidos no pleito, tensos que ficam para saber se acontece a “virada” do segundo colocado nas pesquisas de intenção de votos sobre o primeiro colocado, ou se os dois já estão empatados dentro da margem de erro prevista nesse tipo de consulta aos eleitores Por falar em pesquisas, embora quando feitas de acordo com parâmetros estatísticos corretos não se tenha motivos racionais para se duvidar delas, estas costumam ser vistas com desconfiança por um universo grande de pessoas. O “pé atrás” ocorre em função de que algumas dessas amostragens, vez por outra, apontam resultados que não se concretizam após a apuração das urnas. Algumas vezes, errando prognósticos eleitorais divulgados às vésperas da votação. Embora esse fato não seja tão raro e os institutos que assim procedem – por má-fé ou por mera “barbeiragem” praticada no trabalho de campo ou quando do cruzamento das informações – corram riscos de ficar desacreditados, há sempre possibilidade de que surja alguma pesquisa “fabricada” sob encomenda, e para atender demandas específicas. Não custa nada ficar atento. Principalmente a Justiça Eleitoral! O clima de acirramento verificado nestas eleições, em Cuiabá, onde até panfletagem apócrifa está sendo utilizada para denegrir a imagem de concorrentes, propicia que candidatos que estão na chamada zona do desespero venham a apelar para esse expediente de forçar a barra na tentativa de mostrar uma preferência eleitoral que não possuem. Ou deixaram de possuir. Porém, esse tipo de manobra se insere no rol dos chamados de “tiro pela culatra”, provocando efeito proporcionalmente inverso ao esperado por aqueles que acham, nos dias atuais, ser assim tão fácil iludir os eleitores, “vacinados” que estão contra jogadas desse naipe. Mário Marques de Almeida é jornalista. www.paginaunica.com.br E-mail: [email protected] No meio político, a grande expectativa fica mesmo por conta da próxima pesquisa eleitoral

Edição EDIÇÃO 16964




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