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ARTIGO
Quarta-feira, 30 de Maio de 2007, 22h:26

PAULO RONAN

A Segunda Guerra Mundial

O assunto acima encanta a todos. Não lembro de ter conversado com alguém e este não ter me dado alguma informação nova sobre este conflito. No meu caso está virando obsessão. Fascina-me tudo que diz respeito ao episódio. Entendo ser o corte mais importante que o mundo teve. A partir dele nunca mais fomos os mesmos. A informática, robótica, as drogas sintéticas, o uso intensivo da penicilina ainda que descoberta na década de 20, a fissão do átomo pelos alemães e depois pelos americanos, que desembocou na bomba atômica, e outras coisas mais só chegaram onde chegaram por conta da Segunda Guerra. Suas dimensões são alarmantes. Os EUA chegaram ter em um período da guerra 120 mil pessoas envolvidas nas pesquisas em busca da bomba atômica. O exército alemão no front da Rússia chegou a ter duas mil amputações diárias causadas pela gangrena que devido ao frio passou a ser causada por qualquer ferimento, menor que fosse. Estamos falando de 40 graus negativos. Etc. Não é o mais sangrento dos conflitos. A primeira guerra foi mais violenta porque expôs pela primeira vez o homem ao terror da guerra industrial. Mas foi a que envolveu mais regiões do mundo e mais gente. Além disso, tivemos as conseqüências no plano econômico e político que até hoje guia a humanidade. A guerra fria e a bipolaridade que se estendeu até os anos 90 com o fim do comunismo, criação da ONU, do BIRD, do FMI etc. Fundamental saber dela para conhecer o mundo que vivemos. E eu continuo lendo sobre tudo que se relaciona a ela. Tenho até uma dica. As biografias são ótimas no quesito dados. A internet ajudou demais. Hoje tem tudo do conflito na rede mundial de computadores. Além de novas informações o tempo dá a nós capacidade de reciclar também nossas opiniões. Teve época que cheguei a pensar que Churchill vencera a guerra sozinho, tendo Stalin e Flanklin Delano Rooselvelt (FDR) papeis secundários. Talvez a figura encantadora dele tenha influenciado toda minha geração. Político sofisticado, bom orador, conhecia história, geografia, estratégia de guerra, etc. Depois da guerra ainda ganhou um prêmio Nobel de literatura. Isto tudo e ainda era bebedor e mulherengo. No final da vida ainda foi pintor. Para se ter uma idéia, quando ele conheceu FDR a bordo de um navio na primeira conferencia de guerra em Terra Nova no Canadá (acho, e-mail se alguém tiver certeza) ele discorreu sobre todas batalhas da guerra civil americana dando detalhes que o presidente americano desconhecia. Mas hoje penso diferente do papel deste atores no processo. Churchil, em menor grau que De Gaulle, era meio chorão. Passou todo conflito lamentando a perda dos 60 mil homens numa das primeiras batalhas do conflito, e por conta disso foi o grande empecilho para se abrir um front dentro da Europa, só acontecendo com a invasão da Normadia. Enquanto isso, Stalin sozinho segurava os alemães que concentram todo poder de fogo no ataque a Rússia. Se recebera alguma ajuda, foi dos americanos com apoio logístico, mas mais matéria-prima como o alumínio, ao contrário do exército inglês já recebia o avião pronto. O papel principal reservado aos ingleses que era derrotar Hitler na África do Norte não foi cumprido. Diz a história que Churchil chorou quando soube da rendição. A batalha da capitulação na Líbia (se não me engano) é assunto proibido até hoje na Inglaterra. Continua semana que vem. * PAULO RONAN é economista [email protected]

Edição EDIÇÃO 16968




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