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ARTIGO
Sexta-feira, 15 de Junho de 2007, 20h:38

MÁRCIO CAMBAHUBA

A responsabilidade das elites

Partindo-se do fato de ser os objetivos nacionais o bem comum, (valores e princípios), ora traduzido, ora incentivado pela elite, a mera omissão desta em desprezar aqueles, por si já caracteriza falta grave; o desvirtuar das suas excelsas funções em atos inconfessáveis, passa a ser considerado como crime de “lesa pátria”. Com outra redação pode se dizer que uma Nação se definha, morre, e, por conseguinte, deixa de existir, caso feneça seu Poder Nacional; caso seus homens não sustentem a chama vivificadora de alcançar e manter os objetivos nacionais, o que somente será possível através de uma forte, viva e vibrante vontade nacional. Veja que não basta alcançar os objetivos, mister se faz mantê-los reluzindo na alma do povo. Para tal, o povo tem que amar sua pátria, admirar sua gente, engrandecer seu país, sempre cultivando sãos princípios e valores. A Nação não pode desistir de si mesma. O povo não pode cair na alienação ao ponto de renunciar seu projeto de Nação, sob pena de deixar de existir. Nada mais enfermiço para a saúde de uma Nação do que a descrença em suas instituições, em suas leis, em suas autoridades. A unidade comum de valores, de princípios do povo, e daí provêm a palavra “comunidade” (comum + unidade), jamais poderá ser sobrepujado a diferentes interesses, que não sejam os atrelados ao bem comum. Óbice maior não pode ser outro, se não aquele fruto da apatia, da inércia, da indolência, da preguiça em buscar dos sagrados Objetivos Nacionais. Não pode existir óbice maior para o homem enquanto indivíduo, e um povo enquanto Nação, do que a falta de vontade em alcançar e manter os objetivos escolhidos, de nem sequer saber, ou de querer saber, que objetivos são esses para serem escolhidos. O que tenho visto é juntamente a falta de uma vontade férrea nos princípios norteadores do bem, do bom e do belo, sem os quais nada de valor pode se assentar. Por outro lado, por parte da Elite do Brasil, ao escolher andar na contramão de sua destinação histórica, perde a legitimidade de suas ações, freqüentado as colunas jornalísticas em constantes manchetes sobre corrupção. Desta feita, infelizmente, vemos o alienamento do povo a seu destino, e com isso, o sério risco do país perder sua unidade cultural, e em seguida, a decomposição territorial. Tais riscos, na verdade são óbices, ou obstáculos de toda a ordem que dificultam ou impedem a conquista e manutenção dos objetivos que são, verdadeiramente, o sangue a correr nas veias levando energia ao organismo nacional. Para a ESG, quando os óbices contrapõem ao alcance e à preservação dos Objetivos Fundamentais de uma Nação, são chamados de antagonismo. Não pode haver maior antagonismo para o povo brasileiro, do que a corrupção de seus representantes provenientes das expressões do Poder Nacional, que na velocidade da internet, espalha qual lepra no seio da comunidade nacional, carcomendo os valores do povo, reduzindo a formosa expressão de sua forma, a uma escatológica e horripilante imagem. Assim temos a criminalidade agindo de duas formas, engendrando em ambas, antagonismos aos sagrados objetivos nacionais. Primeiro, quando ao se envolver nas práticas criminosas da corrupção, defrauda os patrimônios físicos, tangíveis, portanto, ponderáveis, do país, com atitudes que vão desde a pilhagem das nossas riquezas, até a pura e simples entrega do desenvolvimento nacional para o estrangeiro, ao sair beneficiado em transações comerciais, acordos internacionais e leis que não resguardam o interesse do país; bem como ao abandonar as políticas e estratégicas para alcançar o Bem Comum. Segundo, ao provocar nas massas, no povo, um sentimento de vazio, tendo em vista o furto de suas esperanças, de seus sonhos, do ideário nacional. É o subtrair da Nação seu ouro mais caro, por ser a riqueza imponderável, abstrata, portanto intangível de valores e princípios, o interesse com a causa nacional, o civismo, o patriotismo, a solidariedade e o desenvolvimento de seu povo. * MÁRCIO CAMBAHUBA é delegado de polícia [email protected]

Edição EDIÇÃO 16959




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