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ARTIGO
Quarta-feira, 25 de Março de 2009, 21h:50

ONOFRE RIBEIRO

A Copa pode ser nossa (2)

Continuo hoje com o tema, apresentando alguns números sobre os efeitos da copa anterior na Alemanha, em 2006, e a futura, em 2010, na África do Sul. Os dados fazem parte da palestra “Copa do Mundo do Pantanal”, apresentada no Fórum Estadual de Turismo, na última terça-feira, pelo secretário da pasta, Yuri Bastos. São dados absolutamente relevantes no papel que Cuiabá é Mato Grosso devem ter na luta pela sub-sede na Copa de 2014. Copa da Alemanha em 2006: o PIB aumento U$ 8 bilhões ao ano, surgiram 50 mil novos empregos, cada partida teve em média 52 mil espectadores com lotação esgotada em todas as 64 partidas, 7 milhões de visitantes, 5,5 milhões de diárias nos hotéis, US$ 800 milhões gastos pelos turistas no país, US$ 1,5 bilhão investido pela FIFA na infra-estrutura dos estádios, US$ 7,5 bilhões de investimentos públicos na área de transportes e 32,5 bilhões de espectadores do mundo assistiram às transmissões dos jogos e aos eventos paralelos. Já para a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, a Fifa está preparando novidades fantásticas, como: US$ 3,1 bilhões em patrocínios e direitos de transmissão assegurados para os próximos três anos, reserva de 19 mil quartos de hospedagem por 55 mil fãs do futebol no país, US$ 1,4 bilhão públicos para investimentos nos estádios e US$ 1,1 bilhão para investimentos em transporte e infra-estrutura, 193 mil novos policiais até 2010, venda estimada de 3 milhões de ingressos nas 64 partidas da copa, 130 mil novos empregos, previsão de acréscimo do PIB em US$ 3,5 bilhões, arrecadação de US$ 1,5 bilhão em taxas públicas, US$ 1,6 bilhões a serem gastos pelos turistas. Para a Copa de 2014, no Centro-Oeste brasileiro concorrem três cidades: Goiânia, Campo Grande e Goiânia. No caso de ser escolhida, Cuiabá já tem levantados 26 grandes projetos a serem desenvolvidos para dar à cidade condições de sediar os jogos. Os projetos foram levantados pela Consultoria Castro Melo, de São Paulo, com experiência em mega-eventos, contratada pela Secretaria de Estado do Turismo de Mato Grosso. No artigo de amanhã gostaria de detalhar alguns desses projetos e o custo. Mas desde já é de impressionar o nível das transformações que a cidade sofrerá. * ONOFRE RIBEIRO é articulista deste jornal e da Revista RDM [email protected]

Edição EDIÇÃO 16964




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