Dados inéditos e obtidos com exclusividade pelo site G1, com base em monitoramento do Governo Federal, apontam que o Brasil enfrenta a maior seca já vista na sua história recente.
Pela primeira vez, a estiagem afeta o país de forma generalizada, por toda a sua extensão.
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A única exceção é o Rio Grande do Sul. E o cenário é preocupante: o país não deve ter alívio até novembro.
A análise é do Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden), órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, responsável por subsidiar as ações de enfrentamento de crises climáticas.
O calor aumenta ainda mais, e a umidade relativa do ar permanece baixa.
Em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, as temperaturas podem ultrapassar os 40°C em muitos dias, mas ainda há possibilidade de picos de frio intenso em partes desses estados.
As temperaturas sobem também em Goiás e no Distrito Federal, com ondas de calor previstas.
Neste sábado (31), a previsão é de 38º em Mato Grosso. No domingo (1º de setembro), at[e 41º.
Os dados sobre a seca, segundo o G1, cobrem o período desde 1950. A série histórica revela que a estiagem se agravou a partir de 1988.
De lá para cá, a seca mais severa havia sido registrada em 2015.
No entanto, à época, a falta de chuva atingiu apenas uma parte das regiões, fazendo com que os rios secassem e a vegetação pegasse fogo.
Por seis dias consecutivos, neste mês de agosto, Cuiabá registrou temperaturas acima dos 40°C e foi a cidade mais quente do Brasil.
Em apenas três dias, Cuiabá bateu três recordes de calor para 2024, sendo o primeiro registrado no dia 15, quando a capital registrou máxima de 41°C, o segundo no dia 17 (17) com 41,8°C e o terceiro no dia 18, quando os termômetros chegaram a 42,2°C.
UMIDADE DO AR - De acordo com a Folhapress, os estados das regiões Sudeste e do Centro-Oeste do país enfrentam baixa umidade relativa do ar e risco de incêndios florestais neste sábado (31), segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).
A partir das 13h, os índices de umidade devem variar entre 20% e 12%.
O aviso também vale para Rondônia, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, Bahia, Pernambuco e Paraná.
No domingo (1º), a umidade deve subir ligeiramente, ficando entre 30% e 20% em quase todos os estados brasileiros, com exceção de Roraima, Amapá e Rio Grande do Sul.
A OMS (Organização Mundial de Saúde) estabelece que índices inferiores a 60% não são adequados para a saúde humana.
Além do ressecamento das vias aéreas, a poluição pode piorar doenças respiratórias e acometer principalmente crianças e idosos.
Segundo o Inmet, a baixa umidade do ar é consequência da persistência de massas de ar seco em grande parte do país, que reduzem as chuvas e aumentam a incidência de queimadas.
Em São Paulo, a temperatura deve alcançar 30 ºC no sábado e 32 ºC no domingo, diz a previsão do instituto.
A Defesa Civil paulista emitiu alerta na última quinta-feira (29) para o risco elevado de incêndios em quase todo o estado de São Paulo, como os que se alastraram desde o último fim de semana.
As regiões que devem ficam em estado de atenção devido às temperaturas máximas, segundo a Defesa Civil, são Andradina, Araçatuba, Bauru e Jaú, com máximas de até 35 ºC no período mais quente do dia.
Ribeirão Preto, cidade mais afetada pelas queimadas nos últimos dias, deve chegar aos 33 ºC e umidade abaixo dos 20%.
DICAS - Na última semana, os incêndios no Estado de São Paulo causaram suspensão de aulas, alta no atendimento em hospitais e pânico de moradores em um condomínio residencial em Ribeirão Preto, além de prejuízos estimados em R$ 1 bilhão para o agronegócio.
A Defesa Civil paulista elenca algumas medidas para evitar que incêndios se alastrem.
São elas: não colocar fogo em áreas de vegetação seca, não jogar bitucas de cigarro em beiras de rodovias, não realizar limpeza de área rural com técnicas com fogo, não queimar lixo e não soltar balão.
O Inmet alerta para os riscos à saúde e sugere beber bastante líquido, evitar o desgaste físico e a exposição ao sol nas horas mais quentes do dia.
No último domingo (25), o Ministério da Saúde publicou orientações sobre como evitar a exposição à fumaça e se proteger das queimadas.
Entre elas, permanecer em casa, em local ventilado, com ar condicionado ou purificadores de ar, manter portas e janelas fechadas durante o horário de concentrações de partículas, usar máscaras cirúrgicas e redobrar cuidados com crianças, gestantes e maiores de 60 anos.
A pasta recomenda ainda buscar atendimento médico o mais rapidamente possível em caso de ocorrências de saúde.
Com informações do G1 e da Folha de S.Paulo




