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Sábado, 09 de Abril de 2011, 13h:48

Zaeli não retorna à prefeitura com Murilo

O vice-prefeito afastado de Várzea Grande, Tião da Zaeli (PR) afirma que não volta ao cargo junto com Murilo Domingos (PR). “Só volto se eu for o prefeito e Murilo estiver fora”, disse Zaeli. Com uma relação insustentável com Domingos, Zaeli afirma que se a Comissão de Ética da Câmara Municipal fizer um trabalho justo, não vai cassá-lo, pois não irão encontrar nenhuma irregularidade. Prefeito e vice-prefeito de Várzea Grande, Murilo Domingos e Tião da Zaeli foram afastados pela Câmara Municipal no começo do mês passado por conta de irregularidade nas contas da prefeitura. Foi montada uma Comissão Processante para apurar as supostas irregularidades. Será feito um relatório e os 13 vereadores da cidade vão votar pela cassação ou não de ambos. Mesmo sendo o vice-prefeito de Murilo, Tião da Zaeli conta que mesmo antes do afastamento já não tinha contato com o titular. “Era uma situação impossível. Ele era ausente e não falava comigo, não me dava respostas ou decisões”, disse Zaeli. Segundo ele, “não existe nenhum tipo de contato, nem notícias. Empresário com vários negócios em Várzea Grande, Tião da Zaeli foi convidado por Murilo para fazer parte da chapa quando ele tentava a reeleição, em 2008. No entanto, Tião da Zaeli afirma que havia um acordo, e não apenas uma possibilidade, de ele assumir a prefeitura a partir de abril de 2010, porque Murilo pediria exoneração para ser candidato a deputado. “Minha insatisfação com ele é por conta de não cumprir as coisas. Nós tínhamos o acordo de ele sair da prefeitura. Era um acordo”, disse Zaeli. Ele também afirma que Murilo é um prefeito “ausente”, e que por isso o irmão dele, Toninho Domingos, mesmo já fora do secretariado da prefeitura, tinha muita influência na administração. “Por causa da ausência do Murilo ele tinha, sim, uma grande interferência. O cargo dele era de o irmão do prefeito”, disse o vice-prefeito afastado. Para Tião, se a Comissão Processante da Câmara for séria, ele não vai ser cassado, pois não irão encontrar nada contra ele. Ele argumenta que não era o ordenador de despesas da prefeitura, mas admite que houve uma falha junto ao Tribunal de Contas do Estado com relação à secretaria de Educação, a qual comandava, mas que já foi feita a defesa junto ao Tribunal. Segundo ele, o TCE contesta que não foi aplicado o mínimo constitucional. No entanto, Zaeli afirma que não foram contabilizados os encargos patronais da folha de pagamento e que isso será resolvido. “Se for feito o julgamento imparcial, eu não serei cassado. Mas acho que o julgamento vai ser mais político do que técnico”, considerou. Mostrando a carteira de trabalho assinada desde 1982, Tião da Zaeli afirma que não precisa da política para sobreviver. “Todos os contratos da prefeitura estão correndo desde 2005, quando eu nem estava na prefeitura. Não defendi ninguém, interesses particulares. Não preciso da política para sobreviver como muitas pessoas por aí. Tudo que eu tenho foi ganho trabalhando. Quem desses políticos tem isso?”, questionou o empresário. (ARF)

Edição EDIÇÃO 16961




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