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Primeira Página
Quinta-feira, 26 de Novembro de 2015, 21h:10

LIDERANÇA DO GOVERNO

Wellington defende retomar votações

MARCOS LEMOS
Da Reportagem
Mesmo estando ausente do país, o nome do senador Wellington Fagundes, líder do PR no Senado, foi o mais ouvido entre parlamentares que defendem a substituição imediata do senador Delcídio Amaral (PT/MS) preso por ordem do Supremo Tribunal Federal por tentar interferir nas investigações da Operação Lava Jato. Fagundes já atuava como vice-líder e sua atuação durante sete mandatos como deputado federal o tornaram um dos mais respeitados dentro do Congresso Nacional. O senador por Mato Grosso, José Medeiros, líder do PPS, disse que o senador Wellington Fagundes tem amplas condições de assumir a liderança e dar um encaminhamento nas propostas do governo federal, mas ressaltou que a missão é difícil, por causa da falta de credibilidade do governo da presidente Dilma Rousseff. O deputado federal e presidente do PMDB, Carlos Bezerra, sinalizou que o momento agora é de centrar as atenções nas votações das Matérias para que assuntos alheios ao Congresso Nacional não interfiram nas votações de interesse do país. “As coisas estão andando, mas precisando de mais velocidade para que o país retome os trilhos do desenvolvimento e acredito que o senador Wellington Fagundes tem muita experiência e principalmente capilaridade no relacionamento com senadores e deputados federais para liderar as matérias que são muito mais de interesse do Brasil do que simplesmente do governo federal”, disse Carlos Bezerra. Por telefone, o senador que se encontra nos Estados Unidos, reafirmou sua preocupação e trabalho pela votação das matérias de interesse do Brasil e da Agenda Brasil que tentam destravar o país e sua economia. “O correto funcionamento das instituições permite que o Senado e a Câmara dos Deputados continuem suas atividades apesar do ocorrido e agora o momento é de pensarmos no Brasil e na solução para a crise econômica que pode ser debelada já em 2016 se as matérias de interesse do governo federal forem apreciadas e aprovadas, ou até mesmo melhoradas”, disse o senador por Mato Grosso. Wellington disse ainda que não quer se precipitar e não conversou com ninguém, então vai retornar e se reunir com todos os congressistas para decidir qual a melhor maneira em não deixar que a pauta de votação seja contaminada pelos últimos fatos. Nos bastidores do Congresso Nacional, a decisão do governo da presidente Dilma Rousseff em relação à liderança do governo deverá acontecer na segunda-feira ou no mais tardar na terça quando será retomada a votação de interesse do governo federal e que são consideradas essenciais como o projeto da repatriação dos recursos no exterior e da criação do CPMF.

Edição EDIÇÃO 16962




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