Primeira Página
Terça-feira, 07 de Outubro de 2014, 21h:12
A
A
2º TURNO
Wellington coordenará campanha em MT
O convite foi feito oficialmente pela presidente Dilma Rousseff (PT) durante reunião em Brasília, realizada ontem no Palácio do Planalto
ALLINE MARQUES
Da Reportagem
A presidente Dilma Rousseff (PT) terá o deputado federal Wellington Fagundes (PR), eleito senador nas eleições de 2014, como coordenador- geral de sua campanha de segundo turno em Mato Grosso. O nome dele já havia sido escolhido pelo grupo de partidos da base aliada em reunião realizada na noite de segunda-feira (6) e foi confirmado pela petista ontem (7). Fagundes participou de reunião em Brasília com a presidente e outras lideranças que serão responsáveis por coordenar a campanha de Dilma nos estados, entre senadores e governadores. Em Mato Grosso, além de PT, PMDB, PR, PCdoB e Pros, que estiveram juntos na disputa, o PSD aderiu ao grupo e ajudará a petista a conseguir um feito inédito: vencer o pleito em Mato Grosso. O parlamentar acredita que agora conseguirá reunir o agronegócio em torno da candidatura de Dilma, o que deve ajudar no crescimento da presidente no Estado. O setor esteve em grande maioria ao lado de Pedro Taques (PDT), que teve Carlos Fávaro (PP) como vice na chapa pedetista. Agora, Fagundes já adiantou que deve procurar Eraí Maggi (PP) e tentará trazer o PP para o grupo da situação. Fagundes lembra ainda que é a primeira vez que o Ministério da Agricultura é comandado por alguém de Mato Grosso e o setor deve levar isso em consideração. O ministro Nery Geller (PMDB) já se reuniu com o parlamentar logo depois da reunião realizada no Centro de Convenções Brasil 21, em Brasília, e deve se licenciar do cargo para trabalhar pela reeleição de Dilma. A expectativa também é de que o senador Blairo Maggi (PR) apareça mais neste momento. Wellington propôs à presidente que fossem feitos materiais de campanha regionalizados com as obras e ações do governo federal em Mato Grosso para mostrar os avanços conquistados em diversas áreas. Ele esteve afastado da disputa eleitoral no primeiro turno, mas investiu recursos para montagem de um comitê para Dilma no estado. Além disso, Lúdio Cabral (PT), derrotado para o governo, continuará em ritmo de campanha para trabalhar o projeto de reeleição da presidente. Ele deve manter parte da estrutura montada para a disputa eleitoral buscar apoio à Dilma. A estratégia principal será os comparativos com os oito anos do governo do PSDB. A tarefa é difícil, uma vez que nunca o PT ganhou em Mato Grosso. Neste primeiro turno, apesar de as pesquisas apontarem Dilma à frente, o tucano Aécio Neves (PSDB) venceu com 693.251 votos, o que equivale a 44,47% do eleitorado. Já Dilma obteve 616.265 votos, 39,53%. A rejeição ao Partido dos Trabalhadores no Estado é antiga e nenhuma liderança conseguiu mudar esta realidade ainda apesar do alto investimento do governo federal, principalmente, com as obras da Copa, no Estado e com os projetos sociais. Nenhum candidato do PT venceu uma disputa ao governo, somente Serys Slhessarenko ganhou uma vaga no Senado estando filiada à sigla petista.