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Terça-feira, 07 de Outubro de 2014, 21h:10

SAÚDE

Walace cobra R$ 13 mi do Estado

ALLINE MARQUES
Da Reportagem
Em tom de desabafo o prefeito de Várzea Grande, Walace Guimarães (PMDB), fez duras críticas ao secretário de Estado de Saúde, Jorge Lafetá, e não poupou nem mesmo o governador Silval Barbosa (PMDB) de quem é aliado político. Contou que irá ajuizar uma Ação Civil Pública, ainda esta semana, contra o Estado devido uma dívida de R$ 13 milhões referente a repasses federais que estão ficando retidos no cofre do Estado. Indignado com o valor do repasse para a saúde do município, Walace contou que está prestes a ter de transformar o atendimento no pronto-socorro de Várzea Grande em portas fechadas, somente para urgência e emergência, pois não consegue mais manter o hospital que atende demanda de todo o estado, a exemplo da capital, e recebe apenas R$ 890 mil por mês. Numa comparação com outros municípios, o prefeito revela que hospital regionais de Cáceres recebe cerca de R$ 3 milhões, mas o pronto-socorro de Várzea Grande atende demanda da região Oeste e até mesmo bolivianos que buscam atendimento no estado. “O pronto-socorro é um hospital regional e recebemos uma verba insignificante tanto do governo do Estado como do governo Federal. Temos R$ 13 milhões para receber e vamos judicializar essa dívida. Já foi comunicado ao governador, porque o secretário de Saúde faz questão de ignorar a dívida”, revelou. O débito é referente aos repasses federais que são feitos diretamente para Secretaria de Estado de Saúde para depois chegar ao município. Ele disse que as discussões já foram exauridas, tanto com o governador, quanto com o secretário. Ele disse ainda que os técnicos estaduais admitem o débito e garante ter todos os documentos para comprovar a dívida na justiça. Walace admitiu a dificuldade para pagar a folha dos servidores da saúde e o décimo terceiro. Questionado sobre como será a relação com Pedro Taques (PDT), próximo governador de Mato Grosso de quem foi adversário político, Walace aproveitou mais uma vez para criticar a gestão estadual. “Mesmo com PMDB tivemos pouco investimento em Várzea Grande, principalmente num tema que o próximo governador está colocando como matriz de prioridade que é a saúde. Temos o segundo maior PS de Mato Grosso e estamos sem condições de manter as portas abertas, e se não tiver a participação efetiva dos governos do Estado e Federal vai piorar ainda mais a situação”. Para Walace, o próximo governador não deverá olhar partido e lembra que Taques obteve vitória em Várzea Grande, portanto deverá levar isso em consideração e ter respeito à sociedade várzea-grandense. “Não acredito que Pedro Taques faça a politica da adversidade, acredito na política da agregação, do respeito mútuo. Tivemos divergência política, natural, por questão partidária, mas não temos divergência pessoal”, afirmou. Um dos desafios de Walace com a próxima gestão será garantir os recursos para inaugurar a Unidade de Pronto Atendimento no município. Ele conta que a obra já foi concluída, mas precisa de R$ 1,5 milhão para equipá-la e mais R$ 1,3 milhão para manter as despesas. Atualmente, o município sofre para manter a rede de atenção básica funcionando, policlínicas, postos de saúde e o pronto-socorro.

Edição EDIÇÃO 16962




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