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Terça-feira, 12 de Junho de 2012, 22h:10

RETORNO

Vuolo diz não ter cabimento PR ser vice

Na tribuna da Câmara de Cuiabá, republicano não escondeu a decepção em não seguir em frente com o projeto de candidatura própria. Ele não descarta voltar à secretaria

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
Após ter sua pré-candidatura a prefeito de Cuiabá boicotada pelo PR, o vereador Francisco Vuolo retornou ao Legislativo municipal nesta terça-feira (12) e não escondeu sua indignação ao utilizar a tribuna. “Retorno a esta casa não da forma como eu gostaria, mas feliz por voltar para o berço de onde saí. Com o espírito de companheirismo e sempre colocando o partido em primeiro lugar, me desincompatibilizei da secretaria para dar início neste projeto de construção de uma candidatura. Inclusive, até com apoio da Nacional, mas de maneira sorrateira se deixa de construir uma política com ‘P’ maiúsculo”. Suas declarações são por conta da atitude do deputado estadual João Malheiros (PR), que deixou a Secretaria de Estado de Cultura para compor como possível vice em uma chapa encabeçada pelo empresário Mauro Mendes (PSB). A medida fez com que Vuolo desistisse de sua pré-candidatura na última segunda-feira (11) para ceder espaço a negociações políticas partidárias. Segundo ele, caso a tese de candidatura proporcional fosse cogitada desde o princípio ou o deputado tivesse o interesse em também ser cabeça-de-chapa, a situação seria diferente e evitaria todo esse mal-estar. “Se fosse colocado um nome para disputar a prefeitura, eu ficaria muito alegre. Seria o primeiro a achar bom e chamar as prévias. Até poderia abrir mão, porque o Malheiros tem uma bagagem boa. Mas se colocar como vice em um partido deste tamanho não tem cabimento. Agora, se este posicionamento fosse colocado desde o início, tudo bem. Me procuraram para construir um projeto de candidatura própria, mas agora chega à reta final e mudam de ideia”. Além disso, o parlamentar lembra que grande parte das reuniões onde seu nome foi referendado como pré-candidato da sigla aconteceu na residência do próprio Malheiros. “Não tinha ninguém contra a minha candidatura, tanto que a mesma corrente que está defendendo a composição, agora, é a que defendia minha candidatura. A atitude do Malheiros me pegou de surpresa”. Vuolo afirma que sua prioridade atual é cumprir seu papel como vereador até o final do ano, que é quando termina o seu mandato. Além disso, pretende trabalhar para fortalecer a chapa de vereadores, no intuito de eleger o maior número de parlamentares possível. Apesar disso, o republicano não descarta a possibilidade de retornar ao staff do governador Silval Barbosa (PMDB). “Caso haja o convite, eu teria a honra de retomar os trabalhos”. Contudo, a secretaria de Estado de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transporte, ocupava por ele, corre o risco de ser extinta e transformada em uma superintendência da Secretaria de Transportes e Pavimentação Urbana. O PR não é o único partido que tem interesse na Vice-prefeitura da chapa de Mauro. Além de Vuolo, o empresário e pré-candidato pelo PMDB, Dorileo Leal, também desistiu de entrar na disputar. Segundo ele, sua legenda não manifestava apoio a seu projeto político e já estaria indicando o ex-vereador Totó Parente como vice do socialista.

Edição EDIÇÃO 16966




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Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
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