Primeira Página
Segunda-feira, 18 de Abril de 2011, 22h:07
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Votação de promotor no TJ foi por unanimidade
ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
O promotor de Justiça Marcos Machado foi o mais votado da lista tríplice entre os membros do Ministério Público candidatos à vaga desembargador pelo Quinto Constitucional. Na eleição feita pelo Tribunal de Justiça ele foi unanimidade: teve voto de todos os desembargadores. Em contrapartida, na lista sêxtupla feita pelo Ministério Público, Marcos Machado foi apenas o quinto mais votado. Também fazem parte da lista tríplice as procuradoras Eunice Helena de Barros e Eliana Maranhão. Os nomes foram definidos ontem, em sessão extraordinária do Tribunal de Justiça. De seis nomes, os 22 desembargadores reduziram a lista para três. A lista seguiu para o governador Estado, Silval Barbosa (PMDB), a quem cabe fazer a nomeação. Os três disputam a vaga deixada pelo desembargador aposentado Leônidas Duarte Monteiro. Enquanto Marcos Machado obteve o aval dos 22 desembargadores que compõem o Pleno, as procuradoras Eunice Helena de Barros e Eliana Maranhão receberam 16 e 14 votos, respectivamente. Também participaram da eleição os procurador Mauro Delfino (5 votos), a promotora Márcia Furlan (5 votos) e a procuradora Silvana Correa Vianna (4 votos). Cada desembargador podia escolher três nomes. A votação foi aberta e fundamentada. De modo geral, os desembargadores ressaltaram o currículo do promotor Marcos Machado. Com 16 anos de atuação no Ministério Público, Marcos Machado também já atuou no Executivo, no governo de Blairo Maggi (PR), e passou pelas Secretarias de Segurança Pública, Saúde, Meio Ambiente e de Administração. Eunice Helena de Barros, a segunda mais votada, trabalha há 23 anos no Ministério Público, enquanto Eliana Maranhão está há 20 anos da função. O Tribunal de Justiça é composto por 30 membros. Mas por causa de aposentadorias e afastamentos compulsórios, o Pleno atua com apenas 22 membros. Do total de vagas, três são destinadas a membros oriundos do Ministério Público e mais três, a integrantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), enquanto o restante é reservado à magistratura. Hoje, os desembargadores, Paulo da Cunha e Guiomar Teodoro Borges são os oriundos do Ministério Público. Leônidas Monteiro se aposentou em maio do ano passado, porque alcançou a idade máxima para o exercício do cargo: 70 anos.