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Terça-feira, 04 de Agosto de 2009, 22h:32

CASSAÇÃO

Votação aberta ou secreta é incógnita

Vereadores de Cuiabá estão divididos sobre o processo de votação de quebra de decoro parlamentar contra Ralf Leite (PRTB)

ALEXANDRE APRÁ
Da Reportagem
Depois da confirmação feita pelo presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereador Deucimar Silva (PP), de que a votação da cassação do vereador Ralf Leite (PRTB) e o pedido de abertura de comissão processante contra o vereador Lutero Ponce (PMDB) acontecerão nesta quinta-feira, o clima na sessão de ontem do Legislativo municipal foi de apreensão entre os parlamentares. Enquanto alguns procuraram externar o posicionamento sobre as votações, outros preferiram a discrição ou a abordagem de outros assuntos, mesmo que o foco da primeira sessão depois do recesso tenham sido os escândalos protagonizados por Ralf e Lutero. Alguns vereadores divergem de opinião quando assunto é a preferência pela votação aberta ou secreta, no caso de Ralf. Já a situação de Lutero Ponce é amparada pelo estatuto interno que prevê votação aberta no caso de apreciação de pedidos de comissão processante. Os vereadores Toninho de Souza (PDT) e Domingos Sávio (PMDB) anunciaram ontem que são a favor do voto aberto para a apreciação do relatório final da Comissão de Ética, que pediu a cassação do vereador do PRTB. “A Câmara precisa de moralização urgente e, além disso, a sociedade precisa saber o que se passa aqui dentro e como estão votando os seus representantes”, defendeu o pedetista. Já o líder da bancada do PP na Câmara, vereador Everton Pop (PP), afirmou que os parlamentares progressistas deverão votar em bloco, pelo voto aberto e favorável à comissão processante contra Lutero. Pop, que é presidente da Comissão de Ética e do mesmo partido do presidente da Câmara, Deucimar Silva, deixa transparecer que irá votar pela cassação de Ralf. Hoje, às 16h, o presidente do Diretório Municipal do PSDB da Capital, advogado Ussiel Tavares, convocou uma reunião com a bancada tucana na Câmara para discutir as votações de amanhã. Na primeira votação pela abertura da comissão, realizada em maio, apenas o vereador Roosivelt Coelho (PSDB) votou pela abertura. Entre os tucanos, a única resistente à idéia de votar pela abertura da comissão que poderá resultar na cassação de Lutero é a vereador Lueci Ramos (PSDB). Ela já se declarou amiga pessoal do peemedebista. Lueci evitou a imprensa, ontem, certa de que seria questionada sobre o seu posicionamento. Tudo indica que ela votará contra a comissão no caso de Ponce. O vereador Francisco Vuolo (PR), líder da bancada republicana, disse que o seu partido não fez nenhuma determinação nem tampouco recomendação sobre as votações. “Vamos votar com a nossa consciência”, explicou Vuolo. No entanto, ele defendeu o voto aberto para o processo disciplinar de Ralf. O vereador Ivan Evangelista (PPS) também afirmou que vai esperar um posicionamento do Diretório Municipal de sua sigla. Já o vereador Lúdio Cabral (PT) disse que vai aguardar o posicionamento da Mesa Diretora sobre os trâmites que serão adotados. Mas defendeu o projeto de resolução que prevê que todas as votações na Câmara de Cuiabá sejam abertas.

Edição EDIÇÃO 16965




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