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Cuiabá MT, Sexta-feira, 12 de Junho de 2026

Primeira Página
Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2014, 21h:03

PROBLEMAS

VLT é obra que mais preocupa Taques

Dados apresentados mostram que a Secopa já pagou 72% do 1,47 bilhão ao consórcio construtor. Porém, 50% da obra foi concluído e nada está em funcionamento

THIAGO ANDRADE
Da Reportagem
Dados apresentados pela equipe de transição do governado eleito Pedro Taques (PDT) mostram que apenas oito das 52 obras tocadas pela Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa) foram, de fato, concluídas pelo atual governo. A situação do Veículo Leve sobre Trilho (VLT) é a que mais gera preocupação à nova gestão. Conforme do secretário indicado de Projetos Estratégicos, Gustavo Oliveira, 22 obras continuam em andamento; 14 foram encerradas sem o recebimento definitivo; sete foram reincididas e uma não foi executada. Gustavo afirma que a equipe de transição encontrou diversos problemas nessas obras. Algumas devem passar por adequações, outras apresentam acabamento ruim e as empresas construtoras ingressaram com vários pleitos na Secopa. Outro fator elencado são os passivos existentes na Pasta. A Secopa fez cerca de 300 desapropriações, porém os pagamentos não foram executados pelo Estado, fato que deixou uma dívida de R$ 26 milhões. VLT – A explanação na audiência pública realizada nesta segunda-feira (22) mostra que a Secopa já pagou 72% do 1,47 bilhão. Porém, 50% da obra foi concluído. Entretanto, nenhuma parte está em funcionamento. Gustavo defende que os contratos da Secopa com empreiteiras sejam auditados para saber se houve alguma irregularidade. Entretanto, destaca que a Secopa afirmou que todos os pagamentos são devidos ao consórcio VLT Cuiabá. A Secopa e as obras tocadas por ela não constam na Lei Orçamentária Anual (LOA) 2015. Então, destaca que o governo deve fazer um esforço para disponibilizar esses recursos: a secretaria de Cidades deve absorver essas obras no próximo ano. Ao assumir o governo, a equipe de Taques deve fazer uma reunião com os responsáveis pela construção do novo modal de transporte da capital para definir qual será o formato da construção. A avaliação, neste momento, é de que a população foi prejudicada porque o governo deixou a construção acontecer em partes. Para Gustavo, o ideal seria construir trechos e, aos poucos, liberar para o uso. Segundo ele, a entrega segue sem uma data. Contudo, acredita na possibilidade de entregar tudo em dois anos. MANUTENÇÃO – Conforme o novo secretário, a Arena Pantanal chega a custar aos cofres públicos R$ 700 mil por mês. Segundo ele, a obra não foi finalizada pela empresa construtora e vários ajustes precisam ser concluídos. Destaca que, até mesmo, um dos elevadores já não funciona mais. Lembrou ainda que uma decisão do atual governo já colocou a obra para a concessão. Então, esse processo deve ser interrompido na nova gestão.

Edição EDIÇÃO 16961




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