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Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2007, 19h:31
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INFIÉIS
Vinte e um políticos do Nortão estão ameaçados
Da lista de 147 políticos infiéis ameaçados pela cassação devido à troca de partido fora do prazo estipulado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), 21 são do Nortão do estado. Em Sinop, há três vereadores ameaçados. Em Sorriso, além de três vereadores, o deputado estadual pelo município, Mauro Savi, também está na lista dos possíveis cassáveis por ter migrado do PPS para o PR, fora do prazo. Uma situação inusitada é o caso vivido em Colíder. Ao todo, são sete políticos ameaçados de cassação por ter mudado de sigla partidária. Nem todos têm mandatos, mas os partidos que estão pedindo as vagas se precaveram e colocaram na lista de cassação os suplentes de vereadores que também pularam para outras legendas. É o caso do PPS. Na lista da degola está o presidente da Câmara do município, Benedito Moreira Brito. No caso de Brito ser cassado assumiria a vaga um dos suplentes da legenda. Todavia, alguns deles também deixaram a sigla e para que a vaga não fique com outro infiel o partido se precaveu protocolando processos de cassação contra os suplentes. Esse também é o caso em Sinop. Dos três pedidos de cassação, dois são para os vereadores titulares, Mauro Garcia e Valdemar Júnior. Ambos deixaram o PPS, pelo qual se elegeram em 2004, para ingressar no PMDB em meados de outubro deste ano. No caso de cassação de um deles, o primeiro suplente do partido, Júlio César Dias, seria empossado. No entanto, Dias foi outro que deixou o partido depois do período e, por isso, o partido ingressou com um procedimento com o suplente. Até o final deste ano os infiéis estarão beneficiados, devido ao recesso forense que tem início na próxima quinta-feira (20) e vai até dia 6 de janeiro. Mas a partir do próximo ano, a Justiça Eleitoral promete ser rigorosa com aqueles que trocaram de partido no Estado. OUTRO LADO - O presidente da Câmara de Colíder não foi encontrado por telefone para comentar o assunto. Por meio de sua assessoria de imprensa, a reportagem foi informada de que ele estava em uma localidade fora de alcance. A assessora alegou que não sabe quais os procedimentos que Brito vai tomar por estar sendo citado pelo seu ex-partido. O vereador Mauro Garcia alegou que ainda não foi notificado sobre o procedimento aberto pela direção do seu ex-partido e que vai esperar o momento certo para se defender. Anteriormente, os motivos alegados tanto por Mauro quanto por Valdemar para saírem do PPS foram os mesmos: a decadência na qual o partido se encontrava naquele momento.