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Quarta-feira, 03 de Outubro de 2012, 21h:55

FELIZ NATAL

Vídeo mostra suposta compra de voto

Candidato à reeleição, prefeito tucano Antônio Debastiani é acusado de doar cestas básicas para famílias carentes no município

RENATA NEVES
Da Reportagem
Prefeito de Feliz Natal e candidato à reeleição, Antônio Debastiani (PSDB) é acusado de compra de votos ao doar cestas básicas para famílias na periferia do município. Vídeo gravado por cabos eleitorais do candidato adversário, José Antônio Dubiella (PSD), na última terça-feira (2), comprovaria a ação. Segundo o advogado de Dubiella, Elvis Klauk Junior, a informação foi repassada a eles de forma anônima. “Ontem [terça-feira], por volta das 15h, o pessoal do comitê recebeu ligação anônima dizendo que um veículo da prefeitura estaria entregando cestas básicas na casa de eleitores no Centro da cidade e saíram para averiguar”. No vídeo, que possui 2 minutos e 50 segundos de duração, um funcionário da prefeitura, que supostamente se chamaria Sérgio, visita uma residência com veículo oficial, um Celta prata com placa KAQ-1168. As imagens mostram o funcionário ao telefone. Em seguida, ele entra em uma residência localizada na Travessa Santa Maria, no Centro da cidade, acompanhado de uma moradora e com documentos nas mãos. Depois, ele vai até o carro, abre o porta-malas, pega uma cesta básica que estava escondida embaixo de uma lona e retorna à casa. Por fim, retorna ao carro de mãos vazias e deixa o local. Na gravação, os cabos eleitorais do candidato adversário comemoram o flagrante. “No início pensamos se tratar de um ‘trote’, mas depois comprovamos a veracidade das informações”, relatou Elvis Junior. A denúncia contra Debastiani foi registrada ontem (3) na 22ª Zona Eleitoral de Sinop, responsável por Feliz Natal. Nela, a coligação de Dubiella pede a cassação do registro de candidatura do adversário, bem como sua inelegibilidade pelo período de oito anos pelos crimes de compra de votos e abuso de poder político e econômico. É solicitada ainda a cassação de seu diploma, caso ele vença a eleição. A Polícia Federal e o Ministério Público Eleitoral também foram acionados para apurar o suposto crime eleitoral. Na fundamentação da denúncia, o advogado destacou texto contido no Parágrafo 9º, Artigo 50, da Resolução 23.370 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que diz que “no ano em que se realizar eleição, fica proibida a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da administração pública, exceto nos casos de calamidade pública, de estado de emergência ou de programas sociais autorizados em lei e já em execução orçamentária no exercício anterior, casos em que o Ministério Público poderá promover o acompanhamento de sua execução financeira e administrativa”. Outro lado – Ao Diário, Antônio Debastiani negou a compra de votos. Segundo ele, as cestas básicas estavam sendo entregues em residências de pessoas cadastradas em programa assistencial da prefeitura. “Essas pessoas recebem essas cestas há muito tempo. Isso [denúncia] é coisa de vagabundo que não tem o que fazer. Vamos provar que não tem nada a ver com compra de votos”. O prefeito informou ainda o telefone da Secretaria Municipal de Assistência Social que, segundo ele, poderia fornecer mais detalhes sobre o referido programa. Contudo, ninguém atendeu às ligações.

Edição EDIÇÃO 16968




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