Quase dois meses depois do deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB) devolver o projeto do Fundo de Assistência Parlamentar (FAP) para a Assembleia Legislativa, a mesa diretora não colocou ainda o projeto em votação. O projeto de lei foi vetado pelo governador Silval Barbosa. O retorno do benefício foi proposto pela Casa para os parlamentares que atuaram na legislatura anterior. Em seguida, a Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Assembleia Legislativa (CCJR), presidida pelo deputado estadual Ademir Brunetto (PT), deu parecer favorável ao veto do governador. Fontes da Assembleia Legislativa disseram que nos bastidores ocorre uma briga entre os parlamentares que são favoráveis à volta do FAP e os que são contra. Antes de colocar em votação, os deputados esperam resolver este impasse. O retorno do FAP garantiria que todos os deputados da 16ª legislatura, a passada, tenham direito a uma aposentadoria de R$ 11,5 mil por mês. De acordo com o Tesouro Estadual, 107 ex-deputados, filhos e esposas de políticos são beneficiados com salários que chegam até R$ 15 mil mensais. Nos últimos quatro anos, R$ 36,8 milhões foram gastos com o FAP. Para derrubar o veto, são necessários 13 dos 24 votos dos deputados estaduais. Os parlamentares poderão votar contra a decisão do governador e mandar direto para publicação o projeto de lei que ressuscita o Fundo.