Seis vereadores já se manifestaram a favor da votação aberta na sessão que pode decidir a perda do mandato do vereador Ralf Leite (PRTB) por quebra de decoro parlamentar. Em respeito à sociedade e aos meus eleitores já decidi pelo voto aberto, mas não posso falar pelos outros, disse o vereador Antônio Fernandes (PSDB). O pedetista Toninho de Souza é outro que já se manifestou a favor do voto aberto. Já tinha afirmado que mesmo se fosse voto secreto, minha decisão seria levada ao conhecimento porque o cidadão tem que acompanhar o papel do seu representante. O presidente da Câmara Municipal Deucimar Silva (PP) também é a favor da votação aberta. Quando assumi preguei a transparência e não tenho motivo para ser contra. O mesmo posicionamento é seguido pelos vereadores Everton Pop (PP), Domingos Sávio (PMDB) e Adevair Cabral que compuseram a Comissão de Ética e emitiram parecer favorável a perda do mandato de Ralf Leite. A votação aberta para decidir o futuro político de Ralf Leite praticamente zera as chances de absolvição do vereador de primeiro mandato. Temendo desgaste com a opinião pública, informações dão conta de que hoje seria decisão unânime uma votação favorável a perda do mandato em caso de votação aberta. As poucas chances estão concentradas na possibilidade de voto secreto. Se houver absolvição Ralf Leite ainda tem o cargo de vereador ameaçado, mas pela Justiça Eleitoral. Pesa a acusação de comprar votos no dia da eleição por meio da entrega de ticket combustível a motoristas. Há ainda a acusação de distribuir cartões telefônicos e outros favores aos presidiários em troca de votos. O Ministério Público Eleitoral (MPE) já se manifestou favorável a perda do mandato e inelegibilidade pelo período de três anos. Leite nega as acusações e diz ser vítima de armação. (RC)