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Segunda-feira, 28 de Dezembro de 2009, 22h:54
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CUIABÁ
Vereadores retomam hoje discussão sobre orçamento
ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
A Lei Orçamentária Anual (LOA) de Cuiabá para 2010 começa a ser votada hoje pela Câmara Municipal de Cuiabá. Divergências entre os vereadores sobre emendas do orçamento previsto em R$ 1,3 milhão são os motivos para a peça orçamentária ser votada nos últimos dias do ano. Duas sessões extraordinárias serão realizadas para a conclusão dos trabalhos parlamentares na Casa. Hoje (período matutino) e amanhã (período vespertino). O presidente da Câmara, vereador Deucimar Silva (PP), afirma que se os vereadores não entrarem em consenso, ele encerrará as atividades de qualquer maneira no dia 30. Se for o caso, votamos só a LOA e deixo as mensagens do Executivo para depois. A Casa volta do recesso parlamentar no dia 2 de fevereiro. Deucimar explica que existem emendas repetidas e que, assim, muitas podem ser excluídas. O imbróglio se dá porque nenhum parlamentar quer abrir mão da sua emenda. São mais de 100 emendas, vamos levar dias para votar tudo. Os vereadores precisam entram em consenso, muitas dessas propostas podem ser excluídas porque existe outra parecida, ou seja, são emendas repetidas, mas ninguém quer abrir mão da sua, disse o presidente. Além disso, existe divergência de bancadas. A base de sustentação do governo Wilson Santos (PSDB) enfrenta a oposição, representada pelos vereadores Lúdio Cabral (PT) e Francisco Vuolo (PR), para aprovar mensagens do Executivo. O principal motivo de conflito é a emenda que trata da redução de 20% para 5% do chamado orçamento flutuante, fatia orçamentária que pode ser remanejada conforme a necessidade do prefeito Wilson Santos (PSDB). O líder do governo, vereador Paulo Borges (PSDB) defende a proposta do Executivo, que deseja o orçamento flutuante de 20% do orçamento, enquanto os vereadores de oposição, Lúdio Cabral (PT) e Francisco Vuolo (PR), defendem apenas 5% e a maioria dos vereadores falam em 10%. Na quarta-feira passada a Câmara realizou uma sessão extraordinária para tentar votar a LOA, mas sabendo da falta de acordo entre as bancadas, o presidente da Câmara encerrou a sessão sem nenhuma discussão em plenário. No mesmo dia, pela manhã, os vereadores já tinham se reunido a portas fechadas para tentar resolver o problema.