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Cuiabá MT, Quinta-feira, 11 de Junho de 2026

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Segunda-feira, 01 de Setembro de 2008, 21h:01

INVESTIGAÇÃO

Vereadores barram pedido de CPI

Um requerimento de convocação da delegada fazendária Luzia de Fátima Machado, que é responsável pela investigação de supostas irregularidades em licitações na prefeitura de Várzea Grande nos anos de 2005, 2006 e 2007, foi aprovado por unanimidade pelos 13 vereadores em sessão plenária ontem à tarde. A decisão foi tomada diante da pressão pela aprovação de um requerimento de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de autoria do vereador Gonçalo Almeida (PP), o Pente Fino, para acompanhar as investigações da Delegacia Fazendária de Mato Grosso que, atendendo a uma ordem judicial do desembargador Rui Ramos, passou a investigar supostas fraudes em licitações públicas. O clima esteve tenso no decorrer de toda a sessão, mas o arranjo final aliviou todos os vereadores, principalmente os da oposição ao prefeito Murilo Domingos (PR), que estão pressionados a assinar a instalação da CPI por causa das investigações e mais recentemente por causa de um cheque superior a R$ 70 mil que teria sido depositado na conta corrente da Casa Domingos, atacado de propriedade dos irmãos Toninho e Murilo Domingos. Como as pressões acontecem de ambos os lados, tanto da oposição quanto da situação, os vereadores preferiram não assinar o requerimento da CPI, inclusive o próprio presidente da Câmara, vereador Edil Moreira (DEM), optou por primeiramente ouvir a delegada, neste momento. No último dia 19 de agosto, uma operação da Delegacia Fazendária foi feita nas dependências da prefeitura Municipal de Várzea Grande recolhendo documentos e processos licitatórios dos anos de 2005, 2006 e 2007 e podem dentro de mais alguns meses apresentar a conclusão das investigações contra o prefeito e a sua administração. As investigações estão centradas basicamente sob a gestão de Toninho Domingos, irmão do prefeito Murilo Domingos (PR), quando secretário de Fazenda do município, cargo do qual foi obrigado a se afastar após ter decretado contra si pedido de prisão por sonegação de impostos. Toninho Domingos foi secretário por um ano e nove meses, e acabou deixando o cargo no meio da Operação Quimera, desencadeada pelo Grupo de Apoio ao Combate ao Crime Organizado – Gaeco, que após investigações descobriu um esquema de desvio de cerca de R$ 400 milhões em impostos dos Cofres Públicos Estaduais através de sonegação, principalmente de ICMS. Os atuais administradores estão sendo investigados em 14 processos, alguns já acolhidos como denúncia, mas nenhum julgado até agora.

Edição EDIÇÃO 16961




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