A presidente da Câmara de Sinop, Sinéia Abreu (PSDB), recebeu durante a sessão de segunda-feira (18) o requerimento para a instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar as denúncias de irregularidades envolvendo a licitação para a construção da rede de esgoto feitas pelo prefeito Nilson Leitão (PSDB). O requerimento tem as quatro assinaturas necessárias dos vereadores oposicionistas Mauro Garcia, Valdemar Júnior, ambos PPS, Zuleica Mendes e Sebastião Moura, o Tião da São Camilo, ambos PMDB. Leitão foi um dos presos no mês passado durante a Operação Navalha, que apontou desvio de dinheiro em obras públicas. Sinéia explicou que a decisão de criação ou não de CPI vai depender da decisão da presidência. Primeiramente, ela vai se cercar de pareceres para tomar ciência sobre o caso. A presidente pretende procurar ajuda na Ordem dos Advogados do Brasil subseção de Sinop e outros juristas para depois pronunciar sua decisão. Na hipótese da presidente reprovar o pedido de CPI, os requerentes podem recorrer da decisão na própria Casa. Nesse caso, a presidência tem cinco sessões ordinárias regimentalmente para colocar a mesma em votação em plenário. Somente desta forma é que todos os vereadores poderiam decidir se criam ou não a CPI para investigar a suposta participação do prefeito no esquema de fraudes em licitações. Outra vez a sessão da Câmara foi tensa e marcada por protestos. O incidente mais grave da noite aconteceu quando o empresário Odalgir Sgarbi invadiu a tribuna na tentativa de falar para a população. A presidente interrompeu a sessão por dez minutos e pediu para que os policiais militares presentes retirassem o empresário do local. Durante o uso da tribuna, os vereadores de oposição aproveitaram para criticar as declarações do coordenador jurídico da Câmara de Sinop, Cláudio Alves. Para os oposicionistas, o advogado, que falou em entrevista a um jornal semanário do município, faltou com respeito ao taxá-los de parasitas. O vereador líder do prefeito, Francisco Gimenez, o Chicão do Varejão (DEM), tentou acalmar os ânimos requerendo verbalmente à presidente uma sabatina do coordenador. Em resposta, as críticas tecidas pelos vereadores, Cláudio Alves se defendeu dizendo que deu sua opinião como cidadão e não como membro do Legislativo municipal. (A.F)