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Terça-feira, 02 de Julho de 2013, 20h:26
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MANGUEIRA
Vereador acusa Galindo de fraude para quitar débito
Embora não comande mais o Palácio Alencastro, o ex-prefeito Chico Galindo (PTB) continua alvo de críticas dos vereadores. Toninho de Souza (PSD) denunciou ontem (2) uma suposta fraude no contrato entre a Prefeitura e a Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira. O parlamentar apresentou dois contratos, um original e outro fraudulento, segundo ele. Mesmo com pontos divergentes, ambos foram assinados em 4 de maio de 2012. Para Toninho, o ex-prefeito estava desesperado para quitar o débito com a agremiação. A primeira diferença é a data de prestação de contas da Mangueira à Prefeitura, base da realização dos pagamentos. No documento original, a previsão era 30 de outubro de 2012. O segundo contrato, por sua vez, aponta 31 de dezembro do mesmo ano. Segundo Toninho, a mudança partiu da Mangueira, com aval da Prefeitura, para validar o pagamento da última parcela de R$ 800 mil. Se as contas fossem entregues fora do prazo, o repasse não ocorreria. Para receber o valor restante a escola teria que prestar contas, o que não fez. Qual foi a medida mágica adotada? Galindo retirou o contrato original e assinou um outro, com cláusulas alteradas. Os contratos ainda apresentam datas de pagamentos diferentes. Enquanto o primeiro trazia o dia 20 de agosto como dia de recebimento da terceira parcela, o segundo aponta 20 de setembro. O mesmo aconteceu com as quarta e quinta prestações. De acordo com o social-democrata, esta modificação está atrelada ao fato de o Executivo ter puxado a responsabilidade de efetuar os empenhos integralmente, uma vez que não conseguiu viabilizar os R$ 2 milhões com a iniciativa privada. O contrato previa que o Palácio Alencastro desembolsaria R$ 1,6 milhão e o restante seria doação de empresas. No entanto, esta cláusula também teria sido alterada para que a Prefeitura fosse responsável pelos R$ 3,6 milhões, caso não conseguisse o patrocínio. Além disso, os documentos são assinados por pessoas diferentes. No primeiro, assinaram Meire Marque e Carlos Haddad. Já no segundo, aparecem os nomes do então secretário de Governo, Sílvio Fidelis e Fernando Biral, ex-procurador-geral do município. Como já fizemos uma denúncia no Ministério Público, no início do ano, sobre o não cumprimento do contrato por parte da Mangueira, vamos encaminhar esses documentos também, antecipa Toninho. (KA)