Várzea Grande tem dívidas descompensadas pelo dólar
MARCOS LEMOS
Da Reportagem
Várzea Grande, assim como o Governo do Estado de Mato Grosso têm dividas referentes a empréstimos contratados em dólar, o que também está provocando um descompasso em suas finanças públicas por causa da disparada da moeda americana e da falta de uma trava cambial ou contrato hedge. Várzea Grande sob a gestão da prefeita Lucimar Campos foi surpreendida com o pagamento semestral da ordem de US$ 236.923,95 ou R$ 914.265 mil referente a contrato firmado em 2003 do Programa Nacional de Apoio a Gestão Administrativa e Fiscal do Município PNFM que foi utilizado para a construção da Sede da Prefeitura de Várzea Grande. O pagamento foi realizado no dia 03 de novembro último. São recursos contratados para a modernização da máquina administrativa, disse o secretário de Gestão Fazendária de Várzea Grande, César Miranda, apontando que os recursos foram contratados na gestão do ex-prefeito Jayme Campos esposo da atual prefeita Lucimar Campos, mas com contrato de hedge, que é defendido pela equipe econômica do governador Pedro Taques em relação à última reestruturação da dívida de Mato Grosso. Contrato de hedge ou trava cambial seria uma espécie de seguro para evitar a disparada da moeda estrangeira no caso o dólar. A forma mais básica e simples de se proteger contra uma alta da moeda é comprar dólares no mercado à vista de moeda. A desvantagem é que é preciso imobilizar uma quantia igual à que se quer proteger da desvalorização do real, o que leva muitos negócios a serem feitos sem o hedge ou a trava cambial, explicou César Miranda. O secretário sinalizou que apesar do empréstimo ter sido contratado na gestão de Jayme Campos o mesmo executou menos de 10% do total, ficando 90% para o ex-prefeito Murilo Domingos que ainda reestruturou a operação e descartou o contrato de hedge ou de trava cambial o que está impondo dificuldades para as finanças municipais. A administração municipal tem enfrentado dificuldades por causa de erros cometidos, mas com corte nos gastos, rigor nas despesas e controle com mão de ferro tem sido possível atender as demandas em prol da população, lembrando que os valores contratados foram essenciais para a gestão pública avançar na qualidade e na eficiência dos serviços públicos, disse César Miranda. César Miranda apontou que os recursos deveriam ter sido executados de outra forma para que seus efeitos fossem mais bem aplicados em prol da cidade e de sua população. Além de não aplicar corretamente os valores, o ex-prefeito retirou o contrato de segurança ou a trava cambial provocando um descompasso nas finanças estaduais, disse.