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Sexta-feira, 20 de Junho de 2014, 19h:47
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Vagas de suplente continuam em aberto na base e oposição
THAISA PIMPÃO
Da Reportagem
Apesar da manifestação de interesse de, pelo menos, quatro partidos, os dois nomes que disputarão a eleição deste ano como suplentes do senador Jayme Campos (DEM), que tentará a reeleição, ainda estão indefinidos. A pouca discussão sobre quem ficará com as vagas pode ser reflexo do fato de o democrata quase nunca se distanciar do cargo em Brasília. Em quase oito anos de mandato, Jayme pediu licença em apenas dois momentos, cada um deles com duração de quatro meses. Em setembro do ano passado, Jayme foi substituído pelo suplente Osvaldo Sobrinho (PTB). À época, o afastamento foi justificado pela necessidade de tratar de assuntos particulares. Segundo o senador, lideranças do PSC, PSDB, PTB e do próprio DEM já o procuraram para informar interesse pela suplência. Isso aí a gente ainda vai sentar e definir, completou. As vagas são, atualmente, as únicas que restaram sem nenhuma indicação na chapa majoritária do bloco de oposição e devem servir para contemplar as legendas ainda sem espaço. Estão na disputa, principalmente, o PSB, o PSDB e o PTB. Destes três, no entanto, os socialistas estariam mais interessados na vaga de candidato a vice-governador. Já os petebistas sonhavam com a candidatura de titular ao Senado. A indicada seria a ex-senadora Serys Slhessarenko, que vem se negando a concorrer a outro cargo na eleição deste ano. O problema é que apenas uma vaga no Senado estará disponível para Mato Grosso no pleito deste ano. Jayme já foi oficializado candidato da oposição e deve disputar a cadeira com o deputado federal Wellington Fagundes (PR), candidato da base governista definido nesta semana. Embora o republicano seja o deputado federal mais votado de Mato Grosso, os números não assustam o democrata. Não posso escolher adversário, então, acho que todas as candidaturas são legítimas. Estamos prontos para a disputa, afirma. Na opinião de Fagundes, cujos suplentes também ainda não são conhecidos, a decisão sobre os nomes não deve ser imposta e sim conjunta, tomada de modo a contemplar todas as siglas que compõem o arco de alianças. O republicano também garante estar preparado para disputar a vaga no Senado contra Jayme Campos, que carrega em seu currículo, além dos dois mandatos de senador, o de governador e dois de prefeito da segunda maior cidade do Estado: Várzea Grande. Apesar de estar há muito tempo na Câmara Federal, me sinto energizado, mais maduro e ainda em condições físicas e mentais de exercer um novo mandato, finaliza Fagundes.