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Segunda-feira, 27 de Junho de 2011, 21h:43
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NEGOCIAÇÃO
União dá amanhã resposta sobre dívida
Nesta quarta-feira o governo do Estado recebe a resposta da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) sobre o pedido de reestruturação da dívida pública de Mato Grosso. A proposta do governo já foi apresentada e prevê empréstimo com bancos privados para pagar R$ 4 bilhões da dívida mato-grossense à União. O governador Silval Barbosa (PMDB) se reúne na quarta com o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, para saber a posição do órgão responsável pela dívida pública da União. A intenção do governo é pagar essa conta que tem com a União através de empréstimos bancários privados e passar a dever aos bancos. A diferença é que a taxa de juros será menor do que o Estado enfrenta atualmente. E as parcelas serão fixas, sem indexadores flutuantes. O secretário-adjunto da Casa Civil de Mato Grosso, Vivaldo Lopes, afirma que a STN não adiantou qual é o posicionamento sobre o pedido do governo, mas sim preferiu marcar uma reunião formal para discutir o assunto. Há três semanas Silval e sua equipe econômica estiveram em Brasília, onde apresentaram a proposta de renegociação: um consórcio formado por quatro bancos, liderado pelo Banco do Brasil, vai assumir a dívida pública de Mato Grosso. Os bancos envolvidos na operação são o Banco do Brasil, UBS, Banco Safra e Bank of America. Na ocasião, de acordo com Silval, a proposta foi muito bem recebida pela secretaria. A taxa de juros da nova conta gira em torno de 12%. Enquanto isso, em 2010 foi pago 18% de juros e a previsão para 2011 é de 19% a 20%. O montante da dívida do Estado é de R$ 5,2 bilhões, no entanto, apenas R$ 4 bilhões estão sendo renegociados. O restante trata-se de dívidas recentes que já estão com juros de mercado. No entanto, para que a operação seja concretizada, é preciso o aval da Secretaria do Tesouro Nacional e depois a proposta precisa ser aprovada no Senado, tramitando na Comissão de Assuntos Econômicos da Casa. O governo articula essa renegociação há mais de três meses. Silval e equipe viajaram, inclusive, para a Inglaterra, onde fizeram negociação com o Banco do Brasil Investimentos, com sede em Londres. O governo federal, no entanto, não aceitou que a operação fosse dominada por instituição estrangeira. Conforme os planos do governo, essa dívida será paga num período de 10 anos. Com previsão de quitação em 2027, o prazo passa a ser 2018. Além disso, com esse plano governador Silval Barbosa pretende diminuir de 15% para menos de 5% o comprometimento do orçamento do Estado com o pagamento da dívida com a União. (ARF)