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Terça-feira, 26 de Junho de 2007, 20h:33

AUDIÊNCIA PÚBLICA

Tucano critica previsão da LDO

THAÍS RAELI
Da Reportagem
O prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), classificou de catastrófica a previsão de crescimento do Estado para os próximos três anos. A declaração foi feita durante a audiência pública para discutir a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2008 na Assembléia Legislativa. Apenas sete dos 24 deputados estaduais compareceram às discussões. “É um fato lamentável a previsão de crescimento da economia do Estado, apresentada pelo próprio governo, onde se espera um crescimento de apenas 6% - de 2008 para 2009 – e esse crescimento ainda cai para 4% - de 2009 para 2010”, disse o tucano. A lei que gere o orçamento do Estado em 2008, prevê gastos de R$ 6,136 bilhões e serve para direcionar a Lei Orçamentária Anual (LOA) com as diretrizes das metas da administração pública, estabelecidas no Plano Plurianual (PPA). Com isso, o prefeito explicou em números que esse valor não é bom para Mato Grosso, que está em pleno desenvolvimento. Ele argumentou que os indicadores da LDO apontam para 2009 gastos de R$ 6,519 bilhões e para 2010 cerca de R$ 6,6 bilhões. “É uma desaceleração da economia, o que corresponde um crescimento menor se comparado ao Brasil”, apontou. Wilson seguiu as críticas cobrando mais clareza na elaboração desse projeto. A discussão sobre a peça também levantada pelo presidente da Casa, deputado Sérgio Ricardo (PR), que chamou a atenção para as obras inacabadas que devem ter continuidade ou significam desperdício do erário público. Para o presidente da Casa, isso inclui o Hospital Central de Cuiabá que está paralisado há mais de 20 anos, mesmo que o governador Blairo Maggi (PR) tenha dito que a estrutura do prédio não seria aproveitada, pois o projeto não atende mais as atuais necessidades. Em defesa do Executivo estadual, o secretário Yênes Magalhães disse que o aumento da receita não é o mais importante, frisando que a prioridade é executar perfeitamente o que foi planejado. “Existe uma metodologia de cálculo baseado numa lei federal que considera os 24 meses anteriores, onde houve uma queda brusca na receita de 2005 e 2006. Não se pode trabalhar com projeções. Os números são atualizados na apresentação da LDO e da LOA. A busca do governo é estar mais próxima da realidade possível”, rebateu. No entanto, o prefeito Wilson Santos e o deputado Sérgio Ricardo saíram mais cedo para outros compromissos e não participaram das discussões até o final da audiência, e por isso não ouviram as explicações do secretário.

Edição EDIÇÃO 16967




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