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Terça-feira, 03 de Fevereiro de 2009, 21h:59
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DIVERGÊNCIAS
Troca de farpas persiste na Câmara
ALEXANDRE APRÁ
Especial para o Diário
O clima foi tenso na primeira sessão ordinária da Câmara Municipal de Cuiabá. Houve troca de farpas entre os vereadores Lutero Ponce (PMDB), presidente do Legislativo, Deucimar Silva e Everton Pop, ambos do PP. O ex-presidente peemedebista usou a tribuna para se defender das acusações de ingerência administrativa e acabou sendo revidado pelos parlamentares progressistas. Lutero rechaçou notícias sobre irregularidades na liberação da folha de pagamento do mês de dezembro, na aprovação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e na auditoria contratada pelo vereador do PMDB em 2007, no início de sua gestão. Ele atribuiu o não-lançamento da folha de pagamentos dos servidores do mês de dezembro a falhas administrativas da prefeitura de Cuiabá. Conversei com o então secretário de Planejamento (hoje de Finanças), Guilherme Müller, e ele reconheceu que a prefeitura não lançou alguns documentos, disse Lutero, mostrando ofícios enviados ao Executivo. Sobre o PCCS, Ponce sustentou que o Plano de Carreiras foi amplamente discutido com representantes dos servidores e da Mesa Diretora e que ele beneficiou todos os funcionários. Já sobre a auditoria, o parlamentar afirmou que contratou uma empresa de consultoria para fazer diagnósticos administrativos e o resultado da auditoria foi anunciado em novembro de 2007 em sessão plenária, apresentada para a imprensa em coletiva e enviada a vários órgãos públicos, como o Tribunal de Contas do Estado (TCE), Ministério Público Estadual (MPE) e Delegacia Fazendária. Mesmo assim, Lutero não apresentou nenhuma cópia do resultado ou documento sobre a auditoria. Quando menos esperava, o vereador Éverton Pop (PP) usou a tribuna para reafirmar o seu descontentamento com a falta de estrutura da Câmara e as péssimas condições que encontrou o seu gabinete. No início de janeiro, ele reclamou que não encontrou sequer as tampas do vaso sanitário do seu gabinete, que antes era ocupado por Clovito (PTB). Espero que os próximos vereadores não encontrem a mesma situação que eu encontrei quando entrei para esta Casa, protestou. Depois da fala de Lutero, o presidente da Câmara também reafirmou suas críticas e acusações de que houve ingerência na gestão de Lutero. Mas, preferiu apaziguar os ânimos, alegando que a discussão deve ser recomeçada quando a auditoria contratada pelo progressista for concluída. Não quero ficar aqui discutindo coisas superficialmente, mas quando eu tiver com a auditoria nas mãos aí sim quero discutir tudo aquilo que precisa ser discutido, sustentou. Mesmo assim, Lutero insistiu na troca da farpas e a sessão foi prorrogada até às 13h.