O Conselho do Ministério Público Federal aprovou a criação de uma força-tarefa para atuar nas investigações da operação Ararath em Mato Grosso. Mais três procuradores devem atuar somente no caso por pelo menos 30 dias. A proposta foi feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Foram designados para atuar no caso os procuradores da República Gustavo Pessanha Veloso, da Procuradoria da República da 1ª Região (PRR1), Rodrigo Leite Prado, da Procuradoria da República em Minas Gerais (PR/MG), e Ronaldo Pinheiro Queiroz, da Procuradoria da República no Rio Grande do Norte (PR/RN). O grupo atuará na análise do material apreendido nas medidas de busca e apreensão cumpridas pela Polícia Federal desde novembro do ano passado. Até o momento a Ararath já resultou em dez inquéritos e um grande volume de material aprendido. A operação está em sua quinta fase, deflagrada pela PF no último dia 20 de maio. As investigações, no entanto, tiveram início em 2010. São apurados oito crimes: lavagem de dinheiro, organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, agir como se instituição financeira fosse, corrupção ativa, corrupção passiva, falsidade ideológica e falsificação de documento público. Trabalham concomitantemente a PF e duas unidades do MPF: a Procuradoria Geral da República, sediada em Brasília e que atua perante o Superior Tribunal Federal (STF) nos inquéritos relacionados aos investigados que possuem foro privilegiado; e a Procuradoria da República em Mato Grosso, que atua perante a Justiça Federal nos inquéritos envolvendo pessoas têm foro diferenciado. A atuação do MPF já foi alvo de queixas. Elas partiram do deputado estadual José Riva (PSD), que aparece na lista de investigados e chegou a ser preso. Ele acusa o MPF de ter induzido o ministro do STF Dias Toffoli ao erro para que sua prisão fosse decretada.