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Segunda-feira, 20 de Setembro de 2010, 23h:57

DIA DA ELEIÇÃO

TRE quer polícia coibindo boca-de-urna

Autoridades da Justiça Eleitoral e Segurança Pública de Mato Grosso traçaram estratégias para evitar compra de voto

JEAN CAMPOS
Da Reportagem
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE), desembargador Rui Ramos, se reuniu ontem com o secretário de Justiça e Segurança Pública, Diógenes Curado, para traçarem estratégias a fim de aumentar a fiscalização e coibir a prática de crimes eleitorais, como boca-de-urna e compra e venda de votos. O encontro selou o fim do ciclo de reuniões, com representantes das polícias Civil, Militar e Federal e Corpo de Bombeiros, sobre os últimos detalhes do planejamento para a segurança das Eleições 2010. De acordo com o coordenador de planejamento das eleições na Polícia Militar, tenente-coronel Cleucimar Rabelo, Cuiabá e Várzea Grande, os maiores colégios eleitorais do Estado que possuem maior incidência de crimes eleitorais, terão reforço de 45 policiais do Serviço de Inteligência. Eles irão percorrer os locais de votação para investigar possíveis irregularidades. O trabalho conjunto entre as forças policiais e a Justiça Eleitoral resultou no mapeamento de todos os locais de votação dos 141 municípios do Estado, considerando suas especificidades, abrangência, localidade (se de difícil acesso) e histórico de conflitos. Segundo Rabelo, no dia 3 de outubro, 2.657 policiais estarão de plantão, além dos 1771 que já atuam nas ruas. Ao todo, serão 4.128 policiais militares e 320 viaturas, entre carros e motos, à disposição da segurança nas eleições. O juiz-auxiliar da presidência do TRE, Rodrigo Roberto Curvo, assegurou que além do serviço de inteligência a Justiça Eleitoral contará com dois policiais em cada local de votação nas zonas rurais, e um policial em cada local de votação na zona urbana, onde é possível pedir reforço, caso haja necessidade. O magistrado conta que essa foi a oitava reunião entre aqueles que irão atuar na segurança das eleições. Na semana passada, foram realizados encontros nos polos de Porto Alegre do Norte, Barra do Garças, Rondonópolis, Cáceres, Tangará da Serra, Juína e Sinop, com o objetivo de coletar mais informações que completariam o planejamento inicial, elaborado pelo Comando Geral da Polícia Militar. O coordenador de planejamento das eleições na PM adianta que, na próxima semana, equipes policiais irão realizar ofensivas nas regiões com maior histórico de conflito eleitoral. As operações serão realizadas para coibir crimes eleitorais. Rabelo descarta a necessidade intervenção da Força Nacional de Segurança no pleito eleitoral de Mato Grosso. O corregedor da Polícia Federal, delegado Aderson Vieira Leite, explicou que, embora o trabalho da instituição esteja condicionado à solicitação do Judiciário, os policiais estarão de plantão para atuar em caos de flagrante de crime eleitoral. O delegado também alertou para os problemas relacionados à efetividade do inquérito policial. “Apesar de termos sede da PF em Cuiabá, também contaremos com a parceria das polícias Militar e Civil, e principalmente com os juízes eleitorais e servidores da Justiça Eleitoral, para realizar o levantamento prévio de informações para viabilizar a investigação", finalizou.

Edição EDIÇÃO 16962




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