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Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009, 21h:50

Travesti confirma a promotor versão de policias militares

O travesti menor de idade flagrado pela Polícia Militar com o vereador Ralf Leite (PRTB), na sexta-feira, desmentiu a versão do parlamentar, que acusou os policiais militares de extorsão. O menor foi ouvido ainda ontem pelo promotor de justiça de Poconé, Rinaldo Ribeiro Almeida Segundo, no Fórum da cidade. O depoimento do menor D.B.S.C., que está sendo assistido pela Promotoria de Justiça de Poconé, município distante 104 quilômetros de Cuiabá, onde mora sua família, foi encaminhado, juntamente com uma cópia do registro de nascimento, que comprova sua menoridade, para o promotor de justiça de Várzea Grande, Carlos Eduardo Silva, e para o oficial responsável pela sindicância aberta pela PM. Ralf Leite acusa os policiais de terem cobrado R$ 600 pela sua liberação. Ele registrou um boletim de ocorrência contra os PMs. O jovem também confirmou que foi contratado para fazer um programa sexual com o vereador e que recebeu a quantia de R$ 30 pelo serviço. O menor também afirmou ter presenciado o momento em que Ralf teria desacatado os dois soldados que atendiam à ocorrência e declarou que os policiais pediram a ele (menor) a ao parlamentar que descessem do carro e que Ralf ajeitasse suas vestes, depois pedindo a documentação de identificação de ambos. Também participaram da oitiva um representante do Conselho Tutelar e a mãe do adolescente, além do promotor de justiça. A audiência foi realizada em Poconé já que o garoto reside na cidade, mas, eventualmente, se desloca para Várzea Grande para se prostituir. O promotor explicou que, no caso do menor, o estatuto recomenda a proteção com a medida socioeducativa. “Ele não praticou nem um crime e sim foi vítima por está sendo explorado sexualmente”, disse o promotor. O menor será encaminhado para um projeto social e está na casa dos pais. Para a mãe do menor, o promotor a aconselhou o coloque na escola. Porém, reconhece as dificuldades para retornar à escola, por causa da discriminação. O travesti, relata o promotor, contou da discriminação que enfrenta, no campo das brincadeiras como também nas agressões. “A primeira barreira é tentar fazer com que ele volte à escola, mesmo sabendo das dificuldades”, disse Rinaldo Segundo. “A minha preocupação é fazer com que ele volte a estudar e tenha uma profissão”, defende. O promotor também acrescentou que sentiu firmeza nas declarações do travesti. Aponta que ele mostrou sinceridade.

Edição EDIÇÃO 16961




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