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Terça-feira, 30 de Março de 2010, 22h:35

Trânsito em todas as esferas

Quando da posse do presidente Lula da Silva, em janeiro de 2003, Blairo foi à Brasília para a solenidade. No regresso o governador revelou que não conseguiu se aproximar de Lula. Quatro anos depois do distanciamento do presidente em Brasília, Blairo foi convidado por Lula para estratégica função em sua campanha eleitoral por novo mandato: recebeu a incumbência de percorrer polos do agronegócio nacional em busca de apoio dos produtores rurais e empresários à reeleição. Nesse trabalho o governador foi secundado por Luiz Antônio Pagot. Blairo tornou-se aliado de Lula e emplacou seu braço direito, Luiz Antônio Pagot, na presidência do Dnit. A resposta de Pagot foi a melhor possível: as rodovias federais em Mato Grosso recebem boa conservação e algumas obras em execução e planejamento dão novo alento ao estado. A rodovia BR-364 será duplicada de Rondonópolis a Posto Gil. O asfalto avança na BR-364 entre Diamantino e a MT-170 no Chapadão do Parecis. A BR-158 está em obra de pavimentação entre Ribeirão Cascalheira e a divisa com o Pará. A Ferrovia da Integração do Centro-Oeste que ligará Uruaçu (GO) a Vilhena (RO) cruzará Cocalinho, Água Boa, Lucas do Rio Verde e outros municípios. Rodovias estaduais estão em fase de federalização. O último trecho sem asfalto da Cuiabá-Santarém em Mato Groso está em obra no município de Guarantã do Norte e sua construção avança pelo Pará. A proximidade de Blairo com Lula é benéfica a Mato Grosso, que recebe investimentos federais em habitação, saneamento, segurança, transporte, saúde e em outras áreas. O governo Blairo também criou vínculos com os povos indígenas, aos quais dedica atenção especial nas áreas de saúde, habitação e educação. O principal líder dos índios brasileiros é o cacique Raoni Metuktire, que vive na reserva Capoto/Jarina. Raoni mantém laços de cordialidade com Blairo e o mesmo acontece em relação aos caciques Megaron Txucarramãe, Aritana e outros líderes. Reticente, dificilmente Blairo fala de planos e projetos políticos. Porém, na semana passada, no café da manhã de despedida dos jornalistas que cobrem o Paiaguás, o anfitrião fundamentou sua decisão de deixar o governo e se candidatar ao Senado. Aos jornalistas Blairo disse que enquanto governador fez o que foi possível por Mato Grosso, mas que existem questões que dependem de atuação em Brasília e que por isso decidiu concorrer ao Senado, “na condição de governador realizei o que era inerante ao cargo, e no próximo passo quero cuidar dos interesses do estado exercendo mandato de senador”, resumiu. Algus dias antes da revelação no café da manhã, Blairo disse em outra coletiva que inicialmente previra que deixaria o Palácio Paiaguás em 31 de dezembro do ano passado. Sua continuidade no cargo – reforçou – foi para responder pela realização do maior concurso público - para admissão de 10.086 servidores aos quadros de carreira - do governo. O governador explicou que em 22 de novembro de 2009, quando da realização das provas desse concurso, houve vazamento de gabaritos e problemas de logística, fato esse que resultou no adiamento das provas. A última fase desse concurso foi realizada em 21 deste mês, e tanto nela quanto nas duas anteriores, o resultado foi amplamente satisfatório. Após cumprir esse compromisso Blairo se sentiu à vontade para transmitir o cargo a Silval Barbosa. (EG)

Edição EDIÇÃO 16962




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