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Sexta-feira, 12 de Março de 2010, 21h:56
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Tática petista reúne cerca de 250 delegados em Cuiabá
SONIA FIORI
Da Reportagem
Sob o comando do presidente estadual do PT, Carlos Abicalil, aproximadamente 250 delegados da legenda se reúnem amanhã, no auditório da Fiemt, em Cuiabá, no Encontro Estadual de Tática Eleitoral do partido. No ato, a legenda apreciará a proposta de oficialização do apoio à candidatura ao governo do vice-governador Silval Barbosa (PMDB). Apesar da disputa interna verificada entre Abicalil e a senadora Serys Slhessarenko, do mesmo partido, pela vaga de candidato ao Senado ambos mantêm entendimento de que a sigla deve validar o apoio ao projeto do PMDB. Por enquanto, está mantido o calendário aprovado pela direção regional de realização de prévias para definição do nome do candidato ao Senado. A nacional da sigla trabalha para encontrar consenso entre os dois maiores líderes do partido em Mato Grosso. Na busca de entendimento com Serys, Abicalil chegou a sugerir a possibilidade de os delegados escolherem o candidato ao Senado. Entretanto, a senadora descartou a proposta por entender que poderia ser prejudicada. As prévias são vistas como instrumento de desgaste para a campanha da presidenciável, ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. No Estado, o PT amarrou aliança com o PMDB e com o PR. Com orientação da direção nacional para fortalecer o palanque nos estados. De acordo com os planos da nacional, em Mato Grosso são reduzidas ou quase nulas as chances de o partido lançar candidatura ao governo. O entrelace entre o PT e o PR, durante a segunda gestão do governador republicano Blairo Maggi rendeu espaço no primeiro escalão da administração através da indicação do deputado Ságuas Moraes para o comando da secretaria estadual de Educação (Seduc). Mesmo com a saída de Maggi do governo, no dia 31 deste mês, a força política de Abicalil é mantida com a indicação, para a vaga de Ságuas, da secretária-adjunta Rosa Neide Sandes. Conforme calendário da legenda, será realizado ato do PT no dia 23 de maio, denominado de Encontro de Definição de Candidatura. É que mesmo com tendência de não construir projeto próprio, os diretórios regionais devem cumprir o cronograma de trabalhos programado pela direção nacional do PT.