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Segunda-feira, 29 de Março de 2010, 22h:04

CONCORRÊNCIA

Taques se filia ao PDT e lança criticas

Ex-procurador Pedro Taques tenta se desvincular dos políticos tradicionais em ato de filiação ao PDT para disputar o Senado

JEAN CAMPOS
Da Reportagem
Em ato suprapartidário que reuniu legendas integrantes do Movimento Mato Grosso Muito Mais (PDT, PSB e PPS), o ex-procurador da República, Pedro Taques, oficializou, ontem, sua filiação ao PDT. O evento, que aconteceu no Hotel De Ville, em Cuiabá, também selou o lançamento da pré-candidatura do novo pedetista ao Senado Federal, além de reforçar os laços de seu partido no apoio à candidatura do empresário Mauro Mendes (PSB). Marcado por um histórico de combate à corrupção, o ex-procurador deu o tom de sua campanha rumo ao Congresso Nacional, se desvinculando do perfil político e criticando as atuais políticas públicas desenvolvidas nas áreas da saúde e educação. “Quero entrar na política não para construir estradas que liguem minhas propriedades. Quero representar o cidadão mato-grossense no Congresso Nacional”, argumentou o ex-procurador, sem temer polêmicas. Enquanto membro do MPF no Estado, Pedro Taques foi um dos principais articuladores da Operação Arca de Noé, que levou a prisão do bicheiro João Arcanjo Ribeiro, um dos chefes do crime organizado em Mato Grosso. Depois 15 anos no cargo, ele teve que pedir exoneração do para entrar na vida política, abrindo mão de um salário de R$ 14,8 mil. “Pensam que fiz uma loucura porque saí de uma instituição que critica muitos políticos. Foi muito difícil fazer a escolha, mas decidi deixar de ser procurador para me servir à política e, não, me servir dela”, discursou. Taques se mostrou consciente do risco que corre de não ver sua candidatura se concretizar até as convenções, em junho, tendo em vista novas conjecturas como o anúncio do, agora companheiro de partido, Eraí Maggi – primo do governador Blairo Maggi (PR) - de que também pretende ser candidato ao Senado. “Acredito na palavra do presidente do partido, Otaviano Pivetta”, enfatizou Taques. Pivetta foi quem o convidou para se filiar ao PDT. Antes de oficializar sua saída do MPF, siglas o PCdoB, PV e PPS também o cortejaram. Segundo Pedro Taques, a bandeira em defesa da educação foi um dos principais motivos pelo qual escolheu o PDT. A simpatia à candidatura do empresário Mauro, conforme disse, foi outro fator motivador. “Um Estado que cresceu 110% nos últimos anos e não possui boas políticas de saúde e educação é porque tem algo errado”, criticou, sob aplausos. Em sua fala, o ex-procurador usou elementos que já vinham sendo explorados pela oposição ao governo Maggi como a não conclusão do Hospital Central, na capital. “Como legislador não posso concluir um hospital. Mas posso contribuir para que isso ocorra”, defendeu. Ao avaliar seus adversários, Pedro Taques foi ponderado citando os nomes de Blairo Maggi, Carlos Abicalil, Serys e Antero Paes de Barros como “políticos que irão enriquecer o debate”. “Não quero fulanizar o debate e penso que existem outras pessoas, além de mim, que querem ajudar o Estado. Não sou o último grão de soja do cerrado de Mato Grosso”, alfinetou. Ele admitiu que poderá ter dificuldades em dividir o palanque eleitoral com figuras políticas, da qual preferiu não denominar. “Tenho e quero manter minha coerência. Não quero mudar porque entrei na política”, finalizou.

Edição EDIÇÃO 16962




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