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Terça-feira, 21 de Junho de 2016, 20h:24

DÍVIDA DA COPA

Taques animado com renegociação

EDUARDO GOMES
Da Reportagem
Com o pires na mão, todos os governadores foram na segunda-feira (20) ao presidente interino Michel Temer em busca de negociação da dívida dos estados com a União. Pedro Taques estava no grupo. Mas, além do chororô em comum, tirou uma carta da manga que ganhou o sorriso de 11 de seus colegas: pediu a renegociação ou alongamento da dívida contraída pelas 12 sedes da Copa do Mundo com o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Temer gostou da proposta e deu o pontapé para o Ministério da Fazenda entrar em cena. A bola está na marca do pênalti e com uma vantagem: a cobrança é contra o gol adversário. Ontem, Taques explicou que Mato Grosso deve R$ 7 bilhões assim estratificados em percentuais aproximados: 40% ao BNDES, 30% a União e 27% dolarizados a organismos financeiros internacionais. A dívida com o governo federal ganhou uma moratória manga curta de seis meses a partir de julho, mas será atenuada no contexto de uma negociação que inclui todos os estados. A dolorosa internacional é uma faca no peito e não tem refresco, mas, por sorte, nos últimos dias a cotação da moeda norte-americana freou a alta que a deixou em disparada ao longo do ano. O quinhão com o banco que fomenta o desenvolvimento nacional é a tal carta na manga. Taques se debruçou sobre o endividamento de Mato Grosso com o BNDES, que gira em torno de R$ 2,8 bilhões e comunicou a Temer que o mesmo não poderia ser incluído à renegociação da dívida real com a União. Paralelamente alertou seus colegas nos estados que sediaram a Copa sobre a necessidade de se correr atrás do alongamento. A Copa foi disputada em Mato Grosso, Minas, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Paraná, Ceará, Amazonas, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Bahia. “Todos (os governadores) concordaram comigo e formamos um bloco”, revela. O bloco e o sinal verde de Temer para se avaliar a proposta abriram caminhos para que os técnicos do BNDES, dos governos e do Ministério da Fazenda levantem o endividamento de cada um dos estados. “Nos próximos dias apresentaremos esse levantamento ao Conselho Monetário Nacional (CMN), a quem caberá baixar uma resolução autorizando a rolagem ou alongamento das dívidas dos 12 estados”, explica o governador.

Edição EDIÇÃO 16967




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