Primeira Página
Quinta-feira, 28 de Dezembro de 2017, 18h:05
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ENTREVISTA
Taques acredita em unidade do grupo político
Governador analisa o terceiro ano de seu mandato e acredita que seu grupo político continuará unido em 2018
PABLO RODRIGO
Da Reportagem
Prestes a concluir o terceiro ano de mandato à frente do Estado, o governador Pedro Taques (PSDB) avalia em entrevista ao DIÁRIO que sua gestão conseguiu superar as expectativas. O tucano leva em consideração o impacto da crise econômica no país que travou investimentos nos Estados e impossibilitou até mesmo o pagamento da folha salarial como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. E neste trágico cenário, Mato Grosso tem se sobressaído. O que gerou crise em Mato Grosso foi a questão econômica, mas ainda assim nos sobressaímos a outros Estados da Federação. Mesmo com a queda no potencial de investimentos, ainda estamos honrando compromisso com fornecedores e pagando salários aos servidores públicos sem a necessidade de parcelas a longo como o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul, disse. AO longo da entrevista, Taques diz que respeita a postura do deputado federal Nilson Leitão (PSDB) em ser pré-candidato ao Senado e acredita na unidade de seu grupo político para as eleições de 2018. DIÁRIO - Como o senhor avalia a pré-candidatura ao Senado do deputado federal Nilson Leitão? Isso inviabiliza sua reeleição ao governo do Estado pelo PSDB? Pedro Taques Nós teremos conversas nas próximas semanas para tratar disso. Pessoalmente, não tenho nada contra o Nilson Leitão. Se existe alguma divergência política nós vamos dialogar e resolver. Acredito que as questões internas do PSDB de Mato Grosso serão resolvidas aqui mesmo, sem interferência do diretório nacional. DIÁRIO - O senhor acredita que esses três anos a frente do Executivo em Mato Grosso os resultados superaram as expectativas? Pedro Taques - Sempre você planejar desenvolver mais por Mato Grosso. Agora, se for analisar os números e comparar com a administração passada, em algumas áreas nós avançamos muito. Até março de 2016, mantive uma lua de mel com a população, bastante longa, diferente por exemplo do prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro, que em 10 meses já precisou enfrentar crises no campo político-pessoal. O que gerou crise em Mato Grosso foi a questão econômica, mas ainda assim nos sobressaímos a outros Estados da Federação. Mesmo com a queda no potencial de investimentos, ainda estamos honrando compromisso com fornecedores e pagando salários aos servidores públicos sem a necessidade de parcelas a longo como o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul. DIÁRIO O senhor se sente injustiçado pelas cobranças do funcionalismo público? Pedro Taques - Tudo o que foi compromissado com o funcionalismo está sendo honrado. Nós sabemos diferenciar a maioria dos servidores públicos da direção dos sindicatos. DIÁRIO O senhor acredita na unidade do seu grupo político para 2018? Pedro Taques - O desejo é manter o mesmo grupo político. Nós temos bons candidatos e acredito que o diálogo pode construir um consenso. Existe espaço para todos. DIÁRIO O senhor foi eleito em 2014 como porta voz da oposição ao grupo que administrava o Estado. Acredita que dá para manter a mesma linha de discurso? Pedro Taques - Hoje eu tenho manga para vender relacionado a minha gestão. Nós tivemos muitas transformações nestes três anos. Agora que a gestão está caminhando para obter ainda mais êxitos. Vamos recuperar a capacidade de investimentos com o equilíbrio das contas públicas e o cidadão mato-grossense pode ter a certeza de que tem um governador compromissado com avanços na saúde pública, infraestrutura e executar políticas públicas de melhoria da qualidade de vida ao cidadão. DIÁRIO Com relação ao episódio dos grampos telefônicos, o senhor sempre ressalta que os secretários presos não foram detidos por corrupção. O senhor acredita que violação à intimidade é menos grave que corrupção? Pedro Taques Todo crime cometido é grave! O que precisamos saber é se, de fato, essas pessoas estão mesmo envolvidas em interceptações telefônicas ilegais. Todos estão sendo investigados. Eu mesmo pedi para ser investigado. Nós não podemos tergiversar sobre a violação de direitos fundamentais, mas você há de convir que são situações diversas. Tanto é que a pena destes crimes são totalmente diferentes porque a reprovação social é maior bem como a repercussão e o impacto social é totalmente diferente. Eu faço essa observação com base nestes critérios. DIÁRIO Uma candidatura do ex-prefeito Mauro Mendes (PSB) ao governo do Estado seria uma traição? Pedro Taques Eu não trabalho com hipóteses. O Mauro Mendes nunca me disse que vai ser candidato. O grupo político está conosco. Ninguém percebe essa movimentação de candidato. DIÁRIO - O senhor já planeja a substituição dos secretários de Estado que serão candidatos em outubro? Pedro Taques - Eu vou ter uma conversa individual em janeiro com os pretensos candidatos. A administração pública precisa ter continuidade e minha ideia é montar uma equipe para fazer transições de até três meses. As mudanças serão anunciadas publicamente. DIÁRIO Qual a importância da vigência da emenda constitucional do teto dos gastos públicos para a sua gestão em 2018? Pedro Taques - São R$1,3 bilhão que iremos utilizar para reorganizar a saúde pública, segurança e melhoria das estradas. É Mato Grosso caminhando para um futuro ainda melhor. Infelizmente, as dívidas que muitas gestões passadas contraíram com a União foi feita de forma irresponsável. Estamos superando desafios, porque estamos construindo um novo futuro. DIÁRIO Qual sua perspectiva para a gestão estadual para 2018? Pedro Taques - Na medida da possibilidade em que o Brasil vive nós estamos enfrentando as dificuldades e trabalhando para Mato Grosso avançar. Quero agradecer aos servidores públicos do Estado, que compreenderam o momento que passamos. Crise existe para ser superada e nós estamos superando. Conseguimos este resultado de avançar na emenda do teto dos gastos públicos graças ao trabalho dos deputados estaduais, a quem quero agradecer. Só foi possível a renegociação da dívida com a autorização da Assembleia Legislativa que sempre manteve uma relação republicana conosco.