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Quinta-feira, 21 de Agosto de 2014, 20h:53
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ATAQUES
Taques aciona Justiça contra Riva
THIAGO ANDRADE
Da Reportagem
O senador Pedro Taques (PDT), candidato ao governo do Estado pela coligação Coragem e Atitude pra Mudar, ingressou com uma queixa- crime com pedido de liminar no Juizado Especial contra o deputado José Riva (PSD) por calúnia e difamação. O processo se deu por conta das afirmações de Riva, que também concorre ao comando do Paiaguás, de que Taques e sua esposa, a advogada Samira Martins, figuram na lista de investigados da Polícia Federal, no caso conhecido como operação Ararath. Para combater as afirmações de Riva, Taques anexou à petição inicial a cópia de uma certidão da Procuradoria Geral da República, assinada pelo procurador-geral, Rodrigo Janot. O documento afirma que não há qualquer investigação envolvendo o nome do pedetista. Afastando com isso a especulação de que seu nome estaria envolvido nas investigações da operação. Outro documento anexado é uma certidão da Polícia Federal afirmando que não há qualquer notícia crime e/ou investigação criminal contra a esposa de Taques. Riva também afirmou na imprensa que o escritório da esposa de Taques, o Gahyva & Martins Advogados, também seria um dos investigados na Operação, por atuar na defesa do Sindipetróleo. No entanto, uma outra certidão da PF em nome do escritório afirma que não há qualquer investigação sobre o escritório da esposa do senador pedetista. O documento é datado como sendo do dia 27 de junho deste ano, ou seja, 27 dias depois da PF deflagrar a quinta fase da Operação, em que, inclusive, Riva foi detido, levado para Brasília e liberado três dias depois. Taques pede que a Justiça conceda medida restritiva que impeça que Riva relacione o pedetista e sua esposa com a operação Ararath. Pede também multa de pelo menos 20 mil para cada vez que Riva ligar o senador e sua esposa ao caso. Além disso, pede que Riva seja condenado por calúnia e difamação. Se ele for condenado, destaca que a pena precisa ser agravada, uma vez que o artigo 141 inciso três do Código Penal prevê que as penas sejam elevadas caso sejam cometidos os dois crimes.