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Quinta-feira, 29 de Maio de 2008, 20h:47

CONTATOS

Suposto recuo do PMDB aguça republicanos

Atentos ao clima de animosidade que paira entre o PMDB e o prefeito Wilson Santos (PSDB), o presidente municipal do PR, Helny de Paula, liderou na manhã de ontem as articulações que visam atrair a sigla para o projeto próprio do partido – a candidatura do empresário Mauro Mendes (PR). Paula se reuniu com o presidente do PMDB em Cuiabá, Lutero Ponce, na tentativa de cooptar o apoio do partido. Os entendimentos sinalizaram a abertura do diálogo entre as duas legendas. “Nós fizemos uma visita ao presidente do PMDB para abrir uma conversação sobre a possibilidade de eles caminharem com o projeto do PR. Acredito que possamos voltar a conversar, mas o Lutero também explicou que até o momento o PMDB continua com indicativo de apoio ao prefeito”, explicou Helny. O PR também afunila o diálogo com o PT. Ciente da chance de o PMDB vir a abandonar o respaldo ao seu projeto de reeleição, o prefeito busca amenizar os dissabores recentes da sigla em relação aos compromissos que teriam sido feitos pelo chefe do Executivo com a legenda. Ponce e Santos devem se reunir para conversar sobre o assunto. “O prefeito me ligou mas não conseguimos conversar. Antes mesmo da reunião da executiva vou explicar para ele (Wilson) o que está acontecendo. Mas também vou lembrá-lo que a decisão de permanecer com o apoio caberá ao partido, depois de uma avaliação criteriosa”, enfatizou. Lutero destaca ainda que o encontro com a executiva municipal, vereadores e pré-candidatos deve ocorrer no mais tardar até a próxima segunda-feira. Ele também acrescenta que informará o resultado da reunião, de permanecer ou não no arco de aliança de Santos, ao presidente estadual da sigla, Carlos Bezerra. “O presidente do partido nos passou a responsabilidade de decidir essa questão. Então vamos ouvir o partido para tirar um encaminhamento. Tenho minha opinião mas antes vamos saber o que pensam os companheiros do PMDB”. Nessa semana o então presidente da Sanecap, Aldo Romani, deixou o cargo alegando motivos pessoais. Indicado pelo PMDB, Romani deixou claro um cenário onde o partido menciona rever o indicativo de apoio ao projeto de reeleição do chefe do Executivo municipal. O ponto de discórdia entre o prefeito e a sigla pode estar ligado à intenção do PMDB indicar o vice na chapa de Santos. Sem obter a abertura almejada, o PMDB ensaia recuo do apoio ao PSDB. (SF)

Edição EDIÇÃO 16961




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