Sistema democrático permite poder oligárquico da família
O cientista político João Edisom de Souza explica que o próprio sistema democrático permite situações como estas, em que o poder oligárquico da família permite a eleição dos pares. A prática não é legítima, pois ser representante de uma família não significa ser representante do povo ou uma liderança da sociedade. Mas a democracia permite atentados contra ela mesma, disse o professor. Conforme o professor, essa característica de famílias no poder é forte na América Latina. Como exemplo está a presidente Cristina Cristina Kirchner, esposa do ex-presidente, o falecido Néstor Kirchner. Sem menosprezar ou julgar o trabalho dela à frente do país, ela não chegaria onde chegou sem o marido, que foi presidente, pontuou o cientista. Porém, exemplos não faltam no Brasil, como a família Magalhães, Collor e num exemplo mais regionalizado, os Campos. Uma das explicações para a necessidade de perpetuar no poder a mesma linhagem está a necessidade dos que estão no poder de fazer sucessores, numa busca pelo poder. Para o professor, uma alternativa de mudar o cenário é o investimento em formação educacional e política. (ARF)