O Comando Geral da Polícia Militar anunciou que já na sexta-feira abriu sindicância para apurar as denúncias do vereador Ralf Leite. Para isso, o tenente-coronel Wilson Batista, comandante-adjunto do Comando Regional II, foi designado para conduzir as investigações, que têm o prazo de 15 dias para serem concluídas. O parlamentar também será convocado para prestar esclarecimentos à Corporação. Batista pontuou que a PM não recebeu nenhum comunicado oficial por parte do vereador, tampouco da Câmara Municipal, solicitando o procedimento investigatório para apurar a denúncia sobre o suposto pedido de pagamento de R$ 600. O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Antônio Benedito Campos Filho, ressalta que em nenhum momento a instituição fugiu à responsabilidade de apurar denúncias tecidas. Considero ainda a versão apresentada como uma tentativa de desqualificar a ação legítima dos policiais. Confio nas informações prestadas pelos homens que sempre se mostraram pessoas idôneas no cumprimento de seu exercício profissional, destacou Campos Filho, conforme a assessoria de imprensa. Já na manhã de ontem, os dois policiais que abordaram Ralf foram ouvidos pelo coordenador. Também participaram da audiência dois representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB): José Arnaldo da Silva Barreto e Ana Maria Patrício Elias. O tenente-coronel Batista também acompanhou a audiência no Fórum de Poconé, onde o menor de idade foi ouvido pela Promotoria de Justiça daquela comarca. RALF LEITE - O presidente da sindicância informou ainda que na próxima semana vai solicitar que o vereador preste informações no procedimento instaurado para garantir que todas as partes envolvidas sejam ouvidas, garantindo a lisura do processo. Temos as declarações do adolescente, dos policiais, vamos solicitar a presença de testemunhas, e por último, a do vereador. A data para a audiência ainda será definida.