A discussão sobre a destinação de um maior volume de emendas do Orçamento Geral da União (OGU) para 2011 do governo fderal será pauta de reunião, anunciada pelo governador Silval Barbosa (PMDB), com todos os representantes das bancadas federal e estadual, após o segundo turno eleitoral. O chefe do Executivo estadual deu início na terça-feira, em Brasília, aos entendimentos com os representantes do Estado na Câmara Federal, que visam garantir a remessa para Mato Grosso de maior aporte de recursos previstos nas emendas de bancada e individuais. No Congresso Nacional a peça orçamentária só voltará à pauta de discussões na próxima semana. A matéria foi retirada dos debates, ainda em fase embrionária, devido ao contexto das eleições. A presidente em exercício do Senado, Serys Slhessarenko (PT), informou a decisão neste mês em decorrência de entendimento no Congresso Nacional de que o assunto requer total atenção de todos os parlamentares. Com as agendas repletas de compromissos de campanha, deputados federais e senadores se dedicam, a partir de novembro, a discutir a peça orçamentária apresentada pelo governo federal. Como a matéria aguarda a fase de debates, os parlamentares de Mato Grosso ainda não conseguem mensurar a possível evolução do valor previsto para as emendas de bancada e individuais. No entanto, com o crescimento da receita, existe otimismo entre os parlamentares sobre a ampliação dos valores. As emendas junto à peça orçamentária poderão contar novamente com estratégia que vem sendo utilizada pelos parlamentares mato-grossenses de aglutinação de destino. Nesse caso, os deputados e senadores discutem a priorização de setores que serão contemplados pelos recursos garantidos em emendas. Eles também tentarão garantir melhor desempenho dos valores que, apesar de previstos no orçamento, demoram para ser liberados. De acordo com Silval Barbosa, existe otimismo em relação aos recursos que poderão ser revertidos para o Estado. Com os parlamentares, ele tentará assegurar a aplicação de verba em setores fundamentais, como saúde e educação, além da segurança e infraestrutura. (SF)