Ao assumir o governo do Estado em 2010, Silval Barbosa terá como missão articular uma saída sem desgaste ao governo Blairo Maggi em meio à crise política que ameaça assolar o governador. Ele tem sido alvo de alertas de que caminha perigosamente rumo a um isolamento político. Conhecido pelo bom trânsito entre os partidos e o perfil conciliador, Silval Barbosa já estaria credenciado a parar eventuais arestas com políticos ligados à base governistas. O foco central no trabalho de articulação recairá sobre a Assembléia Legislativa, onde Maggi se depara hoje diante de um delicado ensaio de crescimento do hoje tímido bloco independente na Casa. Cumprida a missão com bom desempenho, Silval poderá colher dividendos preciosos até mesmo à nova eleição ao governo do Estado. Ele é um dos pré-candidatos ao Palácio Paiaguás em 2010. Com um ano de experiência à frente da máquina administrativa, em tese, ele somaria pontos preciosos junto ao eleitorado para legitimar a continuidade no Poder. No discurso oficial sustentado hoje pelo governador Blairo Maggi, o diretor-geral do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot, é o preferido do chefe de Estado à sucessão. Contudo, no cenário das pesquisas eleitorais, Pagot figura com pífios percentuais de aceitação, em geral, na faixa de 1% a 3% das intenções de voto. Já Silval, apesar da estada no segundo pelotão da corrida sucessória, registra inserções promissoras em alguns pólos do interior do Estado. (JS)