O governador Silval Barbosa (PMDB) deve resolver só na próxima semana a crise política vivenciada na Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Mundo (Agecopa). O presidente da Agência, Eder Moraes, já encaminhou ao governador um pedido formal de desligamento de Carlos Brito da diretoria da Agecopa. Para que Brito seja demitido é necessário antes que a Assembleia Legislativa aprove essa saída com o mínimo de 16 votos dos 24 parlamentares. O problema é que o presidente do Legislativo, deputado José Riva (PP) não concorda com a saída de Brito dessa maneira, que ele classifica como truculenta. Ontem cedo Silval recebeu Riva no gabinete numa reunião não divulgada em agenda. Depois da reunião, questionado sobre a divergência na Agecopa, Riva disse que a responsabilidade dos cargos é do governador e que não quer se intrometer, mas que antes de qualquer medida, chamaria o presidente e o diretor para conversar e resolver o problema antes de qualquer medida, como uma demissão. Apesar da declaração ele afirma que não conversou com o governador sobre o assunto. Apesar disso, o deputado argumenta que todos sabiam desses problemas entre Eder e Brito há tempo e que isso já deveria ter sido resolvido. Os dois erraram naquela audiência pública, os dois levaram problemas interno e pessoais para audiência pública. O Eder é presidente, desempenha papel importante e pode fazer esse pedido de demissão, mas daí agir com truculência está errado, disse Riva. A briga pública entre Eder e Brito aconteceu há uma semana, na sexta-feira passada, durante audiência pública para discutir os sistemas de Transportes BRT (Bus Rapid Transit) e VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos). Os dois trocaram ofensas em público. No entanto, conforme Eder admitiu anteriormente a este Diário, o clima para trabalhar na Agência está insustentável. O principal argumento para o pedido de saída de Brito é que ele se posiciona contra a decisão de governo na escolha do VLT como modal a ser implantado em Cuiabá e Várzea Grande em função da Copa do Mundo. Silval viajou logo depois da audiência e voltou na terça e ontem viajou novamente para Tangará da Serra. O secretário-chefe da Casa Civil, José Lacerda, disse que na semana que vem o governado vai se posicionar sobre o assunto.