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Primeira Página
Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2014, 20h:55

ARARATH

Silval diz estar tranquilo

THIAGO ANDRADE
Da Reportagem
O governador Silval Barbosa (PMDB) fez um balanço positivo dos últimos quatro anos de seu mandato à frente do comando do Palácio Paiaguás. O governador elencou as operações Ararath e Arqueiro como duas grandes preocupações ao longo do período em que responde pelo Executivo estadual. Sobre seu envolvimento na operação Ararath, o governador acredita que quando a Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF) chegar ao fim do inquérito verá que ele não tem qualquer envolvimento com os supostos crimes investigados. “Estou tranquilo, confio muito na Justiça. Está em investigação. Existem denúncias de todo jeito, mas eu confio na minha equipe”, declara o governador. O peemedebista lembra que uma das denúncias partiu do ex-secretário de Estado Éder Moraes (PMDB), mas que logo depois foi feita uma retratação do depoimento. “O próprio Éder fez um monte de denúncias, depois ele disse que era mentira e que falou isso porque estava em um momento de fragilidade porque queria ir para o Tribunal de Contas [do Estado] (TCE) e não cumprimos o compromisso com ele”, conta. Ao deixar o comando do Paiaguás o governador perde a prerrogativa de foro e caso seja processado em um dos supostos crimes investigados na Operação deverá ser julgado pelo Tribunal Regional Federal (TRF). Quanto à operação Arqueiro, que investiga supostos desvios na secretaria de Estado de Trabalho, Emprego e Assistência Social (Setas), o governador afirma que foi um dos momentos mais constrangedores porque sua esposa, a primeira-dama do Estado Roseli Barbosa, comandou a Pasta por três anos. Justamente no período em que teria acontecido a suposta fraude. O governador afirma que Roseli herdou o corpo de trabalho que já atuava na Setas desde o governo de Blairo Maggi (PR). O chefe do Executivo afirma que não acredita que tenha algo de errado. “Se um ou outro abusou, ele vai pagar por isso”, destaca o peemedebista. Na entrevista ao Programa Chamada Geral, o governador também afirmou que não houve “roubalheira” em seu governo. Segundo ele, a população acredita que parte do dinheiro foi desviada porque o volume de obras e recursos foi muito grande e que gerou essa impressão. O peemedebista diz que a realidade não é bem assim. Segundo ele, boa parte dos donos de empreiteiras teve que bancar parte das obras para não parar os projetos iniciados. Lembra que por muitas vezes os recursos esperados não vieram a contento para o pagamento de todas as obras que estavam em andamento pelo Estado, principalmente as que foram prometidas para a Copa do Mundo. Silval afirma que fez o possível, destacando que o compromisso com a Fifa previa apenas cinco obras, mas que o Estado viu um momento de transformação e optou por fazer mais ações para melhorar a infraestrutura da Região Metropolitana. Negou que não tenha tido pulso firme para lidar com os problemas do Estado. Segundo ele, todos os secretários que não cumpriram com o que governador queria foram demitidos do governo. AUDITORIA – O peemedebista disse ainda que é favorável à proposta do governador eleito Pedro Taques (PDT) de fazer auditoria em todas as obras da Copa. Mas lembra que a maior parte das empreiteiras que prestam serviços ao Estado apoiaram a campanha do pedetista ao comando do Paiaguás. “Eu não exigi que o empresário colocasse dinheiro na campanha de Lúdio [Cabral] (PT) porque eu estava apoiando, não fiz isso”, afirma o governador. Sob os argumentos de que não houve roubo, o governador lembra que a existe um controle de tudo que entra e sai dos cofres públicos. “Cada centavo que sai do caixa do Estado tem que ter um procedimento legal. Ninguém sabe as dificuldades que nós passamos para realizar uma obra”, diz. PEDRO TAQUES – O governador afirma que deve deixar cerca de R$ 800 milhões para que o próximo governador “toque” as obras do programa MT Integrado. Além disso, Silval diz que solicitou à sua bancada de apoio que ajude o próximo comandante do Palácio Paiaguás a governar o Estado. O peemedebista diz que sabe que a missão de Pedro é difícil por conta do momento. Para ele, Taques precisa buscar o apoio da União para ajudar a enfrentar os problemas do Estado. Após a posse de Taques, Silval afirma que deve voltar a morar em Matupá, cidade em que foi prefeito. Entretanto, continuará com trabalhos na capital do Estado. O governador deve cuidar de seus negócios particulares.

Edição EDIÇÃO 16967




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