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Quarta-feira, 11 de Dezembro de 2013, 21h:19

LOGÍSTICA/DESENVOLVIMENTO

Silval aponta excesso de burocracia como empecilho

O governador Silval Barbosa (PMDB) apontou o excesso de burocracia como um dos principais entraves para a melhoria da logística no Centro-Oeste. A observação foi feita durante a sessão de ontem (11) da Comissão de Infraestrutura do Senado. Segundo o peemedebista, um dos maiores problemas está nos bancos no momento de fornecer empréstimos para investimentos no setor. Mato Grosso conseguiu em 2012 R$ 1,5 bilhão nesta modalidade para asfaltar rodovias por meio do programa “MT Integrado”, que pretende interligar os 141 municípios com ao menos uma estrada pavimentada. Conforme a Confederação Nacional da Indústria (CNI), todavia, são necessárias 106 obras, com investimento de R$ 36,4 bilhões até 2020 em toda a região Centro-Oeste para que não haja um apagão logístico. O senador Blairo Maggi (PR) também fez este alerta. Lembrou que neste ano já houve dificuldade para transportar a produção mato-grossense. A situação, segundo ele, deve ser ainda pior em 2014, já que a previsão é que o Estado produza mais oito milhões de toneladas de grãos. Maggi defendeu um planejamento imediato, tendo em vista que os resultados tendem a aparecer apenas a longo prazo. “A decisão tomada há dois ou três anos para obras que estão sendo implantadas hoje só terão resultado em 10 anos. Nossa situação é bem delicada e requer atenção de governos e do setor privado”, ressalta. O senador Pedro Taques (PDT) lembrou que a falta de planejamento ocorre em todo o Brasil. Para ele, as obras são feitas sem sinergia umas com as outras. Na visão do pedetista, é preciso mais integração na hora de planejar as ações na área da logística. A questão do retorno dos recursos investidos neste setor também foi alvo de questionamento durante a reunião. Segundo o senador Critovam Buarque (PDT-DF), o custo com o transporte poderia diminuir em até 12% ao ano, cerca de R$ 7 bilhões/ano, se as iniciativas corretas forem adotadas. O estudo apresentado para a Comissão foi realizado pela Macrologística e apontou que, em Mato Grosso, há trechos rodoviários que operam com o dobro da capacidade. De Lucas do Rio Verde ao Posto Gil, por exemplo, a BR-163 recebe 213,5% da sua capacidade. Outro problema acontece entre Rondonópolis a Alto Araguaia, onde a BR-364 opera com 202,5% da capacidade total. Outros gargalos apontados no levantamento estão entre o Posto de Gil e Cuiabá, com tráfego 188,3% acima do aceitável. Já de Cuiabá a Rondonópolis o problema está na BR-163-364, que opera com 181,6% de sua capacidade. (TA)

Edição EDIÇÃO 16967




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