Siglas pressionam e Silval deve permanecer no governo
No que depender dos partidos da base governista, o governador Silval Barbosa (PMDB) não deve disputar o cargo de senador em outubro. A maioria esmagadora das lideranças não tem perdido a oportunidade de aconselhar o peemedebista a terminar o mandato. Até mesmo o presidente do PMDB no Estado, deputado Carlos Bezerra, já deu a entender que o correligionário pode não se candidatar. Bezerra tem afirmado que o partido pode abrir mão de uma vaga na chapa majoritária pela unidade das siglas que compõem a base do governo Dilma Rousseff (PT) em Mato Grosso. A petista, aliás, já foi informada das intenções do governador por ele próprio, durante a reunião que tiveram nesta quinta-feira (16). Oficialmente, todavia, o anúncio só deve ser feito mesmo em abril. Entre os sinais que Silval teria dado de que vai atender ao apelo dos aliados está o pedido para que os secretários que vão concorrer a um cargo eletivo em outubro deixassem suas Pastas até dezembro. A última demonstração de que decidiu permanecer no governo, todavia, foi a oferta que ele fez à presidente Dilma de coordenar a campanha à reeleição da petista no Estado. Durante a reunião, Silval teria dito ter uma dívida com o governo federal e que pretende trabalhar para que Dilma tenha a maior votação da história em Mato Grosso ainda no primeiro turno. O senador Blairo Maggi (PR) é um dos que já defendeu que Silval continue no cargo para tocar as obras que estão em andamento como o VLT e o MT Integrado. O republicano avalia que o governador tem sofrido muito por conta das obras da Copa, já que quase todas estão atrasadas. Se não ficar [no governo], vai ser um terceiro que vai colher o que foi duramente cultivado, defendeu em entrevista. Já o deputado José Riva (PSD) diz que é difícil dar uma opinião, já que o governo tem muitos pontos que podem ser atacados, no caso de uma candidatura. Por outro lado, acredita se tratar de uma administração de muitas realizações. Ele também cita o MT Integrado e as obras da Copa como legado positivo. O único que parece realmente ter interesse na saída de Silval do governo é seu vice, Chico Daltro (PSD). O social-democrata pode assumir o governo e tentar uma reeleição, se isso ocorrer. No entanto, seu nome sofre uma certa resistência entre os partidos da base aliada. (TA)