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Terça-feira, 11 de Maio de 2010, 21h:42
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CANDIDATURAS FEMININAS
Siglas admitem não preencher vagas
JEAN CAMPOS
Da Reportagem
A menos de um mês das convenções partidárias, a participação das mulheres nas Eleições 2010 vai ficar aquém dos 30% das vagas previstas pela legislação eleitoral. Os dirigentes partidários de Mato Grosso já admitem que as vagas femininas não serão preenchidas. O Diário consultou algumas siglas, que se mostram preocupadas com a possibilidade de sofrer punição. A previsão é que não haverá um número de mulheres suficientes para ocupar as vagas. As direções nacionais das legendas buscam explicações junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que ainda não explicitou se haverá punição para o partido que não preencher as cotas. O presidente estadual do PR, deputado Wellington Fagundes, afirmou que o número de candidatas mulheres é uma das preocupações da sigla. Se o partido se coligar com o PT e PMDB para as proporcionais, o grupo deverá lançar 48 candidatos a deputado estadual, sendo 12 mulheres. Fagundes admite que o partido pode não atingir a cota, levando em conta que possui apenas três pré-candidatas. Durante as reuniões partidárias, o PP também vem demonstrando preocupação quanto ao cumprimento da legislação. De acordo com o presidente da sigla, deputado federal Chico Daltro (PP), somente quatro pré-candidatas se posicionaram mostrando interesse em disputar o pleito. O presidente do PP, deputado federal Carlos Abicalil (PT), disse também que o partido não chegará aos 30%. O mesmo ocorre com o PSDB, que, no momento, tem como certa somente a candidatura à reeleição da deputada Thelma de Oliveira. Consultado se o Ministério Público Eleitoral de Mato Grosso irá acompanhar o cumprimento das cotas nesta eleição, o procurador regional eleitoral substituto, Gustavo Nogami, disse, por meio de nota, que até o momento nenhuma representação foi feita ao órgão. Mas adiantou que o MPE cumprirá sua obrigação de fiscalizar o cumprimento da lei. É obrigação do MPE observar se a legislação está sendo cumprida, principalmente, nos casos em que há suspeita de que a cota de candidatas mulheres porventura não estiverem sendo observadas propositalmente, informou. Em todas as instâncias dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, em Mato Grosso, ainda é pequena a participação feminina se comparando com a representatividade masculina. Na Assembleia Legislativa, apenas duas mulheres, das 24 vagas. Na Câmara Federal, só a deputada federal Thelma de Oliveira (PSDB) diante das oito cadeiras destinadas ao Estado. No Senado, Serys Slhessarenko ocupa uma das três vagas. No Poder Executivo estadual, dos 21 cargos considerados de primeiro escalão, apenas cinco são ocupadas por mulheres.